Good News

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Publicado em: 16/06/2021

Aditivo para tornar o plástico inofensivo

 

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A companhia britânica Polymateria Ltda, criada dentro do Imperial College de London, reivindica para si o trabalho de solucionar o problema provocado pelo uso e descarte de grandes quantidades de plástico no mundo. Reconhecendo a si mesma como a única marca a produzir plástico verdadeiramente biodegradável, a empresa produz um material que se deteriora em componentes inofensivos, que não prejudicam o ambiente.

Para tanto, um ingrediente especial é adicionado ao plástico, que segue sendo utilizado na produção de objetos variados. Após o descarte, o material produzido pela Polymateria se reduz a algo como uma cera inofensiva. A proposta por trás da iniciativa é reduzir a quantidade de poliuretano e polipropileno no mundo, os polímeros mais comuns por trás da poluição por plástico.
Em um contexto em que a grande massa de lixo do Pacífico foi reconhecida como um país, com seu governo e passaporte, o uso de materiais como o da Polymateria chama a atenção de grandes companhias. Foi o caso da Puma, responsável pela produção de materiais esportivos, que adicionará o componente em seus produtos.
Por trás da Polymateria, além do interesse ambiental, há um conjunto de investidores, como Federic de Mevius, da gigante AInBev, conglomerado responsável pela produção de bebidas.

 

A Capela Sistina da Antiguidade

 

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Milhares de pinturas rupestres foram encontradas em um paredão de pedra na Amazônia Colombiana. Clamada como a Capela Sistina da Antiguidade, esse é o tipo de descoberta que muda toda a arqueologia.

De acordo com os levantamentos, a arte tem aproximadamente 12 ml anos e há hipóteses de que foram realizadas por caçadores do paleolítico, que cruzaram o estreito de Bering, no Alasca, ocupando o continente americano. Além disso, as imagens apresentam um incrível detalhamento da megafauna amazônica, retratando, por exemplo, mastodontes, um parente dos mamutes.
A descoberta, ainda que recentemente revelada, aconteceu em 2019, e foi mantida em segredo para ser anunciada junto com o lançamento de um documentário sobre povos amazônicos. De qualquer forma, encontrar o conjunto de imagens se tornou possível após retração das FARC, a força paramilitar colombiana que controla a área de Chiribiquete, onde estão as imagens.
No local, os pesquisadores se depararam com o paredão preenchido de imagens, inclusive nos pontos mais altos que foram acessados pela equipe somente quando utilizaram drones com câmeras. Tamanha dimensão levanta questionamentos sobre como os humanos responsáveis pelas pinturas escalavam a pedra.
Além do retrato de animais, como o mastodonte, as imagens registram árvores e plantas alucinógenas, tornando evidente a relação que os povos amazônicos estabelecem com o meio ao seu redor – sejam animais ou plantas. De acordo com Jose Iriarte, professora na Universidade de Exeter e líder da equipe de pesquisadores, os povos amazônicos consideram que animais não humanos e plantas possuem alma, e se comunicam com os humanos seja de forma amigável ou hostil por meio dos rituais xamânicos, alguns dos quais estão representados nas pinturas.
Com as pesquisas interrompidas pela COVID-19, a equipe aguarda o momento de retornar ao local e continuar com as investigações.

 

Queda no número de mortes por terrorismo

 

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Globalmente a queda no número de mortes representa uma retração de 15%, dando continuidade a uma tendência positiva. Os dados são do Índice Global de Terrorismo (GIT no original) publicado em 2020, indicando que a redução no número de mortos, desde 2014, chega a 59%.

O relatório, elaborado pelo Instituto de Economia e Paz (IEP no original), utiliza uma série de fatores para calcular a nota de cada país avaliado. Dentre os parâmetros estão: o número de casos de terrorismo, fatalidade e danos.
A análise dos dados permite reconhecer que 103 países apresentaram melhora nos números, com a maior redução no Afeganistão e na Nigéria – ainda assim os dois países apresentam números que ultrapassam os 1000 mortos pelo terrorismo.
Quando consideramos os continentes, a África do Norte e o Oriente Médio apresentaram a maior melhora regional, registrando o menor número de mortes pelo terrorismo desde 2003 – é importante lembrar que nessas regiões atuam grupos como Talibã e Estado Islâmico. Individualmente e em oposição, os países que apresentaram maior crescimento no terrorismo foram Burkina Faso, Sri Lanka, Moçambique, Mali e Niger.
Além da análise quantitativa, o levantamento permite identificar os principais motivos para o desenvolvimento do terrorismo. Nesse aspecto, conflitos previamente existentes são os principais motivos, sendo possível reconhecer que 96% das mortes por terrorismo ocorreram em países em que estão imersos em conflitos.
Outra questão a ser considerada é a relação com a pandemia. Desde que a OMS declarou a pandemia global, os dados sugerem que o número de ataques terroristas e de mortes em consequência dos atos caiu em quase todas as regiões do planeta.

 

Edição genética e combate ao câncer

 

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Pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, Israel, demonstram em estudo financiado pelo Fundo de Pesquisa em Câncer de Israel e publicado na revista Science Advances, que um sistema de edição genética, chamado CRISPR, é muito eficaz no tratamento de câncer metastático.

No artigo publicado, a equipe composta por pesquisadores de outras instituições, como a Escola de Medicina de Harvard, foi observado o comportamento do sistema de edição genética em dois tipos de câncer: glioblastoma, um câncer cerebral, e câncer de ovário – principal causa de morte entre mulheres e o câncer mais letal no sistema reprodutor feminino.
O tratamento empregado nos dois casos foi um sistema inédito em que nanopartículas de lipídios atacam especificamente as células cancerígenas. O sistema é, então, capaz identificar e alterar qualquer segmento genético da célula, permitindo interromper, reparar ou reposicionar os gênes.
De acordo com Dan Peer, coautor do artigo, é a primeira vez no mundo que se consegue provar a eficácia do sistema CRISPR em animais. Além disso, provou-se que o tratamento pode dorbar a expectativa de vida de ratos com tumores de glioblastoma, melhorando a taxa de sobrevivência geral em 30%.
Para os pesquisadores, ainda que demore um tempo para que o tratamento seja aplicado em humanos, os resultados positivos em casos agressivos abrem inúmeras possibilidades no tratamento de outros tipos de câncer, bem como de doenças genéticas e virais como AIDS.

 

 

 

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