Good News

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Publicado em: 13/11/2020

Uma vez entregue à morte, o Mar de Aral está transbordando de vida graças à colaboração global

 

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Entre as fronteiras do Uzbequistão e do Cazaquistão, o Mar de Aral está passando por um processo de ressurgimento ambiental após um período de declínio. Considerado anteriormente o quarto maior lago do planeta, a partir da década de 1960, devido a projetos de irrigação desenvolvidos pela extinta União Soviética, o Mar começou a ter seu tamanho reduzido dramaticamente, tanto que a massa de água, antes contínua, se dividiu em duas partes: uma ao norte e outra ao sul. Quando esse desastre aconteceu, a quantidade de sal nas águas aumentou, desencadeando a morte de peixes.
No entanto, graças a um projeto do Banco Mundial iniciado em 2005, que financiou um conjunto de obras na região, o nível do mar subiu cerca de três metros em um período de sete meses, muito mais do que o previsto pelos cientistas para três anos. A construção da represa Kokaral no rio Syr Darya provou ser um catalizador no processo de restauração das populações de peixes e, também, na redução de doenças associadas ao consumo de água que estava contaminada.
Com a construção, a população de peixes passou a crescer. Informações coletadas pela National Geographic identificaram o crescimento de 600% desde 2006. Essa mudança é positiva quem vive nas proximidades e depende da pesca para sobreviver, quanto para fazendeiros, que puderam retomar as atividades de irrigação, já que a salinidade da água voltou ao normal.
Também foram investidos recursos na recuperação de deltas e áreas alagadas na porção dentro do território do Uzbequistão, por meio do Projeto de Drenagem, Irrigação e Áreas Úmidas. Parte do projeto teve como objetivo a recuperação de outro lago na região, o Sudochi.
Essas são boas notícias para as populações locais e para o mundo. Como apontando pelos especialistas, a recuperação do Mar de Aral mostra que é possível reverter os danos ambientais causados pelos seres humanos.

 

Indústria de videogames está incentivando milhões de jogadores a protegerem o planeta

 

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Alguns dos maiores desenvolvedores de videogames do mundo, como Sony (fabricante do Playstation) e Microsoft, formaram uma aliança por meio da iniciativa “Jogando pelo planeta”, da Organização das Nações Unidas. Essa iniciativa buscar aumentar a consciência dos jogadores quanto ao uso de energias renováveis e a crise climática. A proposta é aumentar o número de pessoas empenhadas não somente em derrotar vilões, mas também mitigar as mudanças climáticas globais.
Buscando esses objetivos, desenvolvedores de jogos organizaram em 2020 o primeiro Green Mobile Game Jam, um evento com a participação das maiores mentes da área, que normalmente estão imersas em um ambiente de negócios altamente competitivo, para propor soluções de como aumentar de forma didática a consciência sobre a crise climática. Algumas ideias propostas nesse encontro já foram postas em prática e outras começarão a circular a partir de 2021, e a expectativa é que no próximo evento outras empresas participem.
Dentre as mudanças, está a inserção nos jogos de produções de regiões afetadas seriamente pelas mudanças climáticas, como Bali, na Indonésia, e a floresta Amazônica. Outra proposta colocada em prática foi a criação de narrativas paralelas que envolvem a emissão de gases estufa e o aquecimento do planeta.
Por sua vez, a Sony, parte da santíssima trindade dos consoles, introduziu tecnologias para o uso eficiente de energia e eliminou o modo de baixa energia, quando o console não desliga totalmente, das próximas gerações do Playstation. A Microsoft, outra gigante, desenvolveu iniciativas na vida real por meio de seu jogo Minecraft.
Considerando os desenvolvedores de consoles e de jogos, o público que alcançam é vasto tanto quanto jogos profissionais, mas muito mais jovem, exatamente o público que pode contribuir mais com mudanças para as próximas gerações.

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