Good News

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Publicado em: 16/10/2020

Imposto de 5 centavos reduz uso

de sacolas plásticas em 95%

 

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As vendas de sacolas plásticas descartáveis caíram dramaticamente desde que um imposto de 5 centavos, cobrado em cada sacola vendida por supermercados e lojas de departamento, foi instituído em 2015. No geral, o consumo de sacolas plásticas caiu 95% na Inglaterra.

Estatísticas do Departamento do Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais identificou que em 2014, o consumo de sacolas plásticas era de 140 unidades por ano por consumidor, totalizando 61 mil toneladas de plástico. Após a instituição da cobrança dos 5 centavos, o uso caiu para 4 sacolas por consumidor. Considerando as vendas das grandes distribuidoras de sacolas, a queda foi de 325 milhões de unidades, em comparação ao período de 2018-19.

É importante reconhecer que o consumo e descarte das sacolas pelos consumidores não é o único problema. A fabricação tem um impacto tão grande quanto o consumo.

Quanto ao imposto, o valor é cobrado pelas sacolas que não são vendidas e não utilizadas. Isso fez com que as grandes lojas dimensionassem mais suas compras, o que resultou na menor produção e menores perdas durante o processo.
Ao mesmo tempo, projetos que estimulam o uso de sacolas duráveis, as que não descartáveis. O projeto Bag for Life, da smartbag.uk produz sacolas a partir de plástico reciclado e você pode receber um reembolso se a sua se deteriorar, devolvendo-a e permitindo que seja reciclada e transformada em uma nova sacola.

 

O maior teto verde do mundo está

dando frutos (e mais) em Paris

 

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A entrega de produtos frescos em grandes cidades costuma ser realizada com uma frota barulhenta e poluente de caminhões. Agora é uma questão de descer alguns andares.

A maior fazenda em uma cobertura de edifício – utilizando a proposta de tetos verdes – utiliza de técnicas de plantio vertical para produzir frutas e vegetais no coração de Paris. A plantação não utiliza pesticidas, caminhões refrigerados, fertilizantes químicos ou, ainda, solo.

O projeto Natureza Urbana utiliza técnicas aeropônicas para fornecer alimentos frescos para moradores próximos à fazenda, além dos prestadores de serviço, como hotéis. Para receber os produtos, é preciso desembolsar 15 euros, e o consumidor recebe uma cesta com diversos itens, incluindo geleias.

A produção é realizada na fazenda criada na cobertura do Centro de Exposições de Paris, ocupando uma área equivalente a dois campos de futebol, o equivalente a um terço do tamanho total da cobertura. Quando o projeto estiver concluído, 20 funcionários estarão capacitados a coletar mais ou menos 1 tonelada de alimentos de 35 espécies diferentes de frutas e vegetais todos os dias.

O cenário parece de um filme de ficção científica: torres de plástico com pequenos buracos, pequenas quantidades de água com nutrientes, bactérias e minerais, irriga as raízes que ficam suspensas no ar.

Projetos como esse de Paris estão sendo desenvolvidos no Reino Unido, na Alemanha e nos Estados Unidos. Essa é uma tendência na produção de alimentos livre de carbono, uma vez que interrompe a cadeia de distribuição baseada no uso de combustíveis fósseis, principal fonte de carbono.

Em Paris, a prefeitura propôs instalar 130 alqueires de espaços agrícolas em telhados, uma medida que pode reduzir significativamente a quantidade de caminhões que adentram a cidade.

 

Pandemia e responsabilidade financeira

 

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Pesquisas realizadas nos Estados Unidos identificaram mudanças no comportamento dos consumidores durante a pandemia da Covid-19. Práticas como plantar os próprios vegetais, trocar o papel higiênico e utilizar os de uma folha – mais baratos – e reaproveitar mais os alimentos são algumas das formas de economizar durante a pandemia.

Mais da metade dos entrevistados justificam a mudança de comportamento com a pandemia, que teria finalmente os ensinado a serem espertos com o dinheiro. Em comparação com uma pesquisa similar realizada em 2018, ocorreu o aumento de 9% no número de adultos que se consideram muito inteligentes quando o assunto é dinheiro.

As pesquisas foram conduzidas pela OnePoll e investigou a mentalidade dos estadunidenses em relação ao dinheiro. Além disso, buscou identificar como os entrevistados definiam um comportamento “barato” e um “poupador”.

Atitudes como pagar o mínimo de gorjeta, independentemente do serviço recebido, não participar de rateio dos custos em um bar, utilizar eletrônicos antigos, diluir sopas e comprar roupas de segunda-mão foram avaliadas e classificadas ou como “baratas” ou como “poupadoras”. No segundo grupo aparecem comportamentos como procurar por descontos e cupons quando for realizar uma compra.

Também na pesquisa foi identificado que o estadunidense se torna uma pessoa poupadora em média com 31 anos de idade. Entre os entrevistados, 2 de cada 3 consideram ser chamado de poupador como um elogio.

Outro aspecto identificado pela pesquisa é aquele associado aos relacionamentos amorosos. Dois terços dos entrevistados consideram que utilizar cupons de descontos no primeiro encontro é uma atitude aceitável. De cada quatro entrevistados, três disseram que quanto mais velhos, mais a inteligência financeira é um aspecto relevante para o relacionamento.

 

Autoestrada de plástico reciclado

 

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Na Califórnia, nos Estados Unidos, a empresa TechniSoil em parceria com a autoridade de trânsito recapeou um trecho de uma autoestrada utilizando mais de 150 mil garrafas de plástico. O processo aplica um componente feito a partir de garrafas plásticas derretidas, e a inciativa da empresa resolveu alguns problemas: a necessidade de importar asfalto e a emissão de gases do efeito estufa – uma redução de 90%.

O asfalto produzido e utilizado no recapeamento dura, de acordo com a o departamento de trânsito da Califórnia, 2 ou 3 vezes do que o asfalto comum. Além disso, considerando o processo comum de recapeamento, o departamento realizava a mistura do asfalta velho – após a retirada de uma cama de 3 a 6 polegadas das estradas – com betume, um derivado do petróleo que é empregado como agente aglutinante.

Já no procedimento que utiliza as garrafas recicladas, o betume é substituído por um agente de ligação à base de polímero feito do plástico reciclado, o que garante que a estrada seja feita totalmente com o material reutilizado. Por isso não há a necessidade de importar asfalta para o asfaltamento.

O projeto piloto foi desenvolvido no condado de Butte, mas a empresa já lançou outros projetos também na Califórnia. A mudança auxilia na redução de plástico descartado em aterros sanitários, por meio da reciclagem, na diminuição das emissões de gases do efeito estufa e, também, diminui nossa dependência em relação ao petróleo.

Também no Texas, outro estado norte-americano, a empresa química Dow recapeou um trecho de uma estrada utilizando plástico. Nesse processo foi utilizado polietileno de baixa densidade reciclado. A companhia está desenvolvendo testes na Ásia e outras iniciativas semelhantes já foram realizadas na Índia e nos Países Baixos.

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