Good News

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Publicado em: 29/09/2020

CONSUMIDOR ESTADUNIDENSES OPTAM MAIS  PELAS PEQUENAS EMPRESAS DURANTE A PANDEMIA

 

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Sete de cada 10 estadunidenses experimentaram uma mudança nos hábitos de consumo durante a pandemia da COVID-19, preferindo realizar compras em pequenos negócios, ao invés de comprar de grandes empresas. A pesquisa realizada com dois mil moradores dos Estados Unidos questionou sobre como os entrevistados reagiram aos impactos da pandemia em suas comunidades e se eles estavam oferecendo suporte aos pequenos negócios.

Realizada a pedido da Canva, empresa especializada em design gráfico, a pesquisa identificou que 79% dos entrevistados disseram ter mudados suas visões sobre o quão importante as pequenas empresas são para suas comunidades.

Dos entrevistados, 71% respondeu que estavam mudando os hábitos de consumo e preferindo pequenas empresas locais ao invés de grandes corporações. Do total de respostas, 43% apontou que realizam pedidos que possam ser retirados ou entregues em suas residências. Além disso, mais da metade dos entrevistados indicou que pagam gorjetas maiores aos entregadores.

De cada 10 entrevistados, quatro indicaram que passaram a comprar produtos online nos sites das pequenas empresas e outros 38% responderam que têm feito doações. De cada 10, três têm publicado avaliações nas redes sociais das empresas como demonstração de apoio às atividades dos comerciantes. Para além das porcentagens apresentadas, 74% dos entrevistados temem que as empresas que mais gostam possam não aguentar os impactos econômicos da pandemia.

OS LUGARES QUE MAIS SENTEM FALTA

De todas as respostas, 58% indicaram que o local que mais desejam voltar a frequentar são as cafeterias, enquanto mais da metade dos entrevistados deseja voltar a frequentar restaurantes e 31% não vê a hora de retornar a um bar e apreciar alguns drinks e bebidas.

 

SACOLAS ECOLÓGICAS QUE DERRETEM QUANDO FERVIDAS E TUBOS DE PASTA DE DENTES SUSTENTÁVEIS

 

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Os vencedores do Prêmio BeyondPlastic 2020, que buscou novos designs para eliminar as embalagens de plástico de uso único, trouxeram soluções inovadoras e elegantes para tornar os itens de consumo comuns biodegradáveis e livres de CO2. O concurso, lançado pelo inventor, empresário e fundador da beyondplastic.net, Ulrich Krzyminski, apresenta 4 categorias – com medalhisas de ouro, prata e bronze em cada uma.

SACOLAS DA PRÓXIMA GERAÇÃO

O ouro na categoria “Solução mais inovadora” é uma sacola que se dissolve em água fervente. O objetivo do item é substituir as sacolas plásticas de polietileno e polipropileno, por sacolas biodegradáveis.

O Item Bag 2.0 se dissolve em água salgada e quente, deixando para trás nada além de bio-tinta e alguns minerais não tóxicos que podem ser despejados no ralo. Também é um produto “carbono negativo”, ao contrário de carbono neutro, o que significa que o processo de produção do Item Bag 2.0 remove mais carbono do ar do que adiciona: 100% mais, para ser preciso.

PASTA COOL

Uma equipe brasileira levou a medalha de prata na categoria “Impacto Mais Prático” por seu esforço para reduzir os plásticos no tubo de pasta de dente, que não pode ser reutilizado de forma alguma.

O Coolpaste é um projeto acadêmico desenvolvido em 2012 por Allan Gomes, da Universidade Federal de Minas Gerais, que identificou que não haveria diminuição nas vendas se a embalagem de papelão ao redor do tubo de pasta de dente fosse removida por completo. Em vez disso, os tubos se tornaram o pacote inteiro.

O Prêmio BeyondPlastic paga um total de sete mil euros em prêmios a todos os finalistas e você pode conferir todos os vencedores e seus produtos na vitrine da Beyondplastic.

 

QUASE TODOS OS ESTADOS DOS EUA REDUZIRAM EMISSÕES DE CARBONO E MANTIVERAM O CRESCIMENTO ECONÔMICO

 

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Reduzir as emissões de carbono e aumentar o produto interno bruto de um local não só é possível como já está acontecendo em quase todos os estados dos Estados Unidos. A partir de um levantamento descobriu-se que todas as principais regiões dos EUA, de 2005 a 2017, aumentaram o PIB real, um marcador comum para a produtividade econômica, ao mesmo tempo em que reduziram o crescimento ou reverteram as emissões de gases de efeito estufa.

Os cinco estados que mais reduziram suas emissões de carbono, apesar da política federal, enquanto ainda aumentavam suas economias foram Maryland (38%), New Hampshire (37%), o Distrito de Columbia (33%) – onde está localizada a capital Washington –, Maine (33%) e Alasca (29%). Nos estados de Massachusetts e Nova York os cortes nas emissões foram na ordem de 25% e, ao mesmo tempo, aumentaram seu PIB em 26% e 21%, respectivamente, provando que ser verde nem sempre custa verde.

A indústria de energia renovável na América gerou, de acordo com o WRI, “$ 238 bilhões em receitas em 2018, e o crescimento do setor de 11% em 2018 foi quase quatro vezes o crescimento da economia dos EUA em geral”.

Mundialmente, os EUA ficam em segundo lugar em investimentos em energia limpa, perdendo para a China. Os investimentos em todo o mundo têm batido recordes, mas principalmente nos Estados Unidos, onde um recorde doméstico verde de US$ 78,3 bilhões foi registrado no ano passado.

Mesmo que a economia do país não esteja muito boa neste ano, os motores de longo prazo para o investimento do setor financeiro em energia limpa permanecem fortes e podem provavelmente persistir durante a desaceleração econômica provocada pela COVID-19.

 

COSTA RICA EXEMPLO MUNDIAL: DIMINUIU, PAROU E REVERTEU O DESMATAMENTO

 

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Nas décadas de 1970 e 1980, Costa Rica, país localizado na América Central, apresentava as taxas mais elevadas de desmatamento na América Latina. No entanto, nas décadas seguintes, o país encerrou a perda de sua vegetação, iniciando um programa de replantio e conservação, que levou ao renascimento de metade da cobertura vegetal já devastada. Os métodos empregados nesse projeto de manejo florestal estabeleceram o caso mais bem sucedido do planeta.

A história de sucesso da Costa Rica envolve uma estratégia bem simples: pagar pelo reflorestamento, por meio do Pagamento por Serviços Ambientais (PES no original). Esse programa compreende as florestas como uma empresa de serviços públicos, com companhias ou beneficiários que se aproveitam daquilo que as florestas oferecem. Esses usuários pagam às florestas pelos serviços consumidos.

Por exemplo, um conjunto de árvores localizadas na propriedade de um fazendeiro, que sabe que ele poderia cortá-las e plantar no lugar algum produto da agricultura, são preservadas porque o fazendeiro recebe recursos de um fundo formado por recursos depositados por empresas e cidadãos. O recurso pago pode ser investido na manutenção da floresta

UMA SOCIEDADE EM EQUILÍBRIO COM O PLANETA

A Costa Rica é um país que recebe muitos turistas atraídos por pelos parques nacionais e áreas de proteção ambiental, que cobrem ¼ do país e abrigam meio milhão de espécies de plantas e insetos. Empregando 200 mil pessoas, o setor do turismo gerou 4 bilhões de dólares para o país em 2019, envolvendo tanto hotéis de luxo quanto o ecoturismo.

O modelo empregado pela Costa Rica passou a ser adotado em diversos países do mundo, como Ruanda, país cujos esforços em recuperar a vegetação natural levou à assinatura de um Memorando de Entendimento com a Costa Rica.

 

HOMEM RECUPERA AS PRODUÇÕES DE FAZENDAS QUE SERIAM DESCARTADAS E ENVIA PARA BANCOS DE ALIMENTOS

 

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Quando George Ahearn soube que fazendeiros do estado de Washington, no Noroeste dos Estados Unidos, estavam se desfazendo de cebolas e batatas que não foram vendidas, sua vontade de fazer o bem o levou a uma jornada que culminou no resgate de 200 toneladas de alimentos enviadas para bancos de alimentos.

Isso aconteceu no contexto do colapso das redes de produção e venda de produtos vegetais em decorrência da COVID-19, que ou seriam destruídas ou abandonadas. Inspirado pelo pedido dos fazendeiros, Ahearn pediu emprestado nas redes sociais um caminhão ou trailer para distribuir os alimentos. O pedido foi atendido e ele pode contar com 4 caminhões e dois trailers.

Na primeira corrida inaugural, Ahearn contou com vários moradores de Washington (o estado) além de Nancy Balin com seus caminhões. Zsofia Pasztor, uma agricultora e colega sem fins lucrativos, começou a doar engradados e caixas para transportar as colheitas porque os bancos de alimentos admitiram originalmente que não podiam aceitar um caminhão carregado de batatas “soltas”.

O objetivo da iniciativa é coletar 10 milhões de libras de comida, por isso Ahearn está tentando levantar 250 mil dólares. Para a expansão do projeto, uma das principais necessidade sé um equipamento que permite a refrigeração dos alimentos. Vale lembrar que originalmente o projeto teria uma vida curta: após atingir 70 toneladas, Ahearn encerraria o recolhimento e passaria mais tempo com a família. Mas isso aconteceu já faz tempo e ele já aceitou que agora não é o momento de encerrar a coleta e distribuição.

 

DROGA DO AMOR, CAPAZ DE REVERTER DANOS NOS CÉREBROS DE CAMUNDONGOS, PODE COMBATER O ALZHEIMER

 

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Em estudo publicado no dia 20 de julho, cientistas apresentaram os resultados de uma pesquisa em que a ocitocina, também conhecida como “hormônio do amor”, pode trazer benefícios para tratamentos de doenças cognitivas, incluindo a demência.

A ocitocina é liberada pela glândula pituitária e é conhecida por seu papel no sistema reprodutor feminino e por induzir sentimentos de amor e felicidade. Além disso, de acordo com as descobertas dos cientistas, a ocitocina pode melhorar o processo de aprendizado e a memória. O estudo sugere que sinais cerebrais que ficam travados, levando à demência, podem ser destravados.

É importante lembrar que a doença de Alzheimer é uma doença degenerativa em que os neurônios no cérebro se degeneram demoradamente, causando perdas severas de memória e debilitação das habilidades de deslocamento e comunicação. Uma das principais causas é o acúmulo de uma proteína chamada beta amilóide (Aβ) em aglomerados ao redor dos neurônios cerebrais, o que dificulta sua atividade e desencadeia sua degeneração.

O AMOR É A DROGA

Quando a oxitocina foi adicionada ao cérebro dos ratos, os cientistas descobriram que as habilidades de sinalização aumentaram, o que sugere que a oxitocina pode reverter o comprometimento da plasticidade sináptica causada pela proteína beta amilóide. Os pesquisadores descobriram que a oxitocina em si não tem nenhum efeito sobre a plasticidade sináptica no hipocampo, mas é de alguma forma capaz de reverter os efeitos nocivos da proteína.

Os cientistas também “bloquearam” artificialmente os receptores de oxitocina em amostras de cérebro de camundongos para mostrar que o hormônio precisa desses receptores para ainda ser eficaz no aumento das sinapses. A oxitocina é conhecida por facilitar certas atividades químicas celulares que são importantes no fortalecimento da sinalização neuronal e na formação de memórias.

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