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VINHOS PARA O VERÃO, SERÁ QUE EXISTEM?

Publicado em: 25/03/2019

O verão brasileiro está cada dia mais quente e isso não é razão para deixarmos de lado os vinhos, pois alguns estilos se adaptam bem à essa estação do ano.

por Arthur Azevedo

Vinhos e verão foto

Diz uma nova teoria que não existem vinhos específicos para o verão e sim vinhos que são mais adequados para combinar com a culinária mais leve e criativa dos dias mais quentes do ano. Faz todo sentido, se pensarmos que nesse período do ano nosso organismo não tem disposição para vinhos alcoólicos e pesados.

Essa descrição se aplica tanto a brancos quanto a espumantes e tintos, uma vez que o elevado teor de álcool não guarda relação com a cor do vinho e sim com o clima da região vinícola de origem, com a época da colheita e com a proposta do enólogo para o vinho.

Temos hoje à nossa disposição uma ampla e diversificada gama de vinhos adequados para o verão, de diferentes estilos e países. De modo geral, os vinhos (tranquilos e espumantes) que melhor combinam com o verão são aqueles de maior acidez, e consequentemente, de menor teor de álcool, com corpo leve, sabores delicados e boa intensidade de aromas e sabores.

No caso dos espumantes, escolha os espumantes mais frutados, servidos deliciosamente gelados. Nessa linha há no mercado ótimos espumantes da Nova Zelândia, Portugal, Espanha e Argentina. Na Itália, lembre-se dos espumantes do Vêneto, em especial os Proseccos, que encantam pela sutileza. Neste setor também devemos sempre lembrar dos espumantes brasileiros, especialmente os produzidos na Serra Gaúcha, que são bastante interessantes e agradáveis.

Se quiser algo mais sofisticado, pense nos vinhos de Champagne, especialmente os chamados Blanc des Blancs, ou seja champanhes elaborados somente com a uva Chardonnay, que costumam ter elevada acidez e excelente frescor.

Estrelas máximas dessa época do ano são os aromáticos e frutados vinhos produzidos com a uva Sauvignon Blanc, que cativam pelos aromas de frutas cítricas e maracujá e pelo esplêndido frescor. Fique de olho nos neozelandeses e chilenos, países plenos de vinhos que preenchem esses requisitos.

Também excelentes para a estação são os vinhos de Chardonnay sem passagem por barricas e os inigualáveis Rieslings, vinhos de rara sofisticação e elegância, tanto os originais alemães ou alsacianos, quanto os do Novo Mundo, como os de Washington State nos EUA.

Boas surpresas também podem ser encontradas em Portugal e Espanha, tais como os portugueses brancos feitos com Arinto e Antão Vaz, e os espanhóis elaborados com Verdejo e Albariño. Dê uma chance para os novos Vinhos Verdes, únicos e deliciosamente refrescantes.

No ala rubra (ou nem tanto…) brilham os vinhos rosés, vinhos frequentemente esquecidos pelo grande público e que têm lugar garantido no verão, pois devem ser servidos bem refrescados. Os rosés são ótima companhia para a paella e para os pratos de inspiração thai.

Entre os tintos, pense em Pinot Noir, um vinho leve e agradável, especialmente os mais simples, de países como Nova Zelândia, Chile e Argentina.

Quer mais surpresas? Então experimente um vinho delicadamente doce do Piemonte, o sutil Moscato d’Asti ou o Asti Spumanti, sem se esquecer que o Brasil produz ótimos vinhos desse estilo, especialmente no Vale do São Francisco e na Serra Gaúcha. É a companhia ideal para morangos frescos, numa das clássicas harmonizações “made in heaven”. Desfrutem…

 Arthur Azevedo é Vice-Presidente da Associação Brasileira de Sommeliers–SP , consultor, palestrante e e editor do website Artwine (www.artwine.com.br)

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