meio ambiente

UM ANO REPLETO DE VITÓRIAS

Publicado em: 26/03/2019

Conheça algumas das conquistas que o Greenpeace e seus apoiadores alcançaram e que ajudaram a tornar o mundo um pouco mais limpo, saudável e seguro.

Greenpeace

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Nada como encerrar o ano de 2018 com uma grande vitória. Neste caso, a proteção dos Corais da Amazônia, após dois anos de intensa campanha que envolveu mais de 2 milhões de pessoas ao redor do mundo para proteger esse bioma único e ainda pouco conhecido na foz do rio Amazonas. Como você viu, o Ibama negou a licença ambiental para a francesa Total, que queria explorar petróleo na região.

Mas além desta importante conquista, tivemos outras importantes vitórias no Brasil e no mundo. Seja na pressão aos líderes políticos por novas leis ou mais rigor na fiscalização; ou na mobilização contra grandes corporações para que sejam mais responsáveis, vamos cumprindo a nossa missão de defender este planeta e torná-lo mais justo e saudável para se viver. Confira alguns desses importantes avanços:

 

Por um ar mais limpo

No Brasil, começamos o ano com uma importante conquista na cidade de São Paulo. Em janeiro, o então prefeito João Doria assinou a lei garantindo que os ônibus do transporte coletivo mudem seus combustíveis para fontes limpas e renováveis e zerem a emissão de poluentes em 20 anos.  O prazo ainda é longo, mas é imporante passo para forçar as empresas a iniciar essa transição.

 

Já em Roma, na Itália, conseguimos que o prefeito da cidade até 2024, limitando progressivamente a circulação desses veículos na região central.

 

Mais energia limpa

Em março, a gigante Samsung se comprometeu a usar 100% de energia renovável nos Estados Unidos, Europa e China, onde a empresa tem 17 das suas 38 linhas de produção globais, até 2020. Ela também vai instalar usinas solar e de energia geotérmica em sua fábrica de semicondutores na província sul-coreana de Gyeonggi. A pressão agora é para que isso possa ser expandido para outras regiões, como o Vietnã.

Alimentação mais saudável

No Brasil, nossa campanha contra os agrotóxicos ajudou a pressionar nossos deputados a aprovar na Comissão Especial a Política Nacional de Redução de Agrotóxicos (PNARA), e a criar uma ampla mobilização pública contra a intenção da bancada ruralista de ampliar a liberação de veneno na nossa comida. A petição Chega de Agrotóxicos já reúne mais de 1,5 milhão de assinaturas.

Na Europa, em abril, conseguimos que vários governos votassem para quase banir três substâncias mortais para as abelhas. É uma grande vitória para uma campanha que existe desde 2012, e pela forte mensagem que envia aos produtores rurais: precisamos de uma forma diferente produzir alimentos.

 

Menos carne na merenda francesa

Em abril, a cidade francesa de Lilles, com 250 mil habitantes e que serve 14 mil refeições aos seus alunos, adotou duas refeições vegetarianas por semana na merenda escolar. Em outubro, essa medida foi ampliada para todo o país. As escolas francesas no meio urbano e rural, públicas e privadas, serão obrigadas a servir uma refeição vegetariana por semana, um ano após a publicação da lei.

 

Menos lixo plástico

Nossa campanha internacional de plástico obteve conquistas em vários locais do mundo para reduzir os descartáveis. Em maio, a Nova Zelândia anunciou que irá banir as famigeradas sacolinhas plásticas até 2019. Essa mesma medida também foi anunciada por varias redes de supermercados: na Austrália, com as redes Woolworths e Coles; na Rússia, como a Azbuka Vkusa, que quer criar também embalagens retornáveis; e no Reino Unido, com o caso da Iceland, uma grande rede de varejo britânica, cujo compromisso foi se ver livre totalmente dos plásticos descartáveis nos produtos com a sua marca até 2023. Em setembro, a Inglaterra aprovou, após uma petição do Greenpeace com mais de 300 mil assinaturas, o uso das máquinas automáticas de reciclagem para receber garrafas e latas de plástico e metal, em troca de valores em dinheiro, como forma de estimular a reciclagem e reduzir o lixo.

 

Proteção da vida antártida

Este ano realizamos uma importante expedição científica na Antártida pedindo a criação da maior area protegida da Terra no oceano antártico. Infelizmente isso ainda não aconteceu, mas em agosto conseguimos que vários varejistas que comercializam omega-3, como a cadeia Holland &e Barrett, algumas redes de farmácias como Superdrug e a marca de suplementos Nature’s Best, se comprometessem a abandonar produtos feitos com o krill do oceano antartico, um pequeno camarão que é a base da cadeia alimentar de toda a vida marinha da Antártida.

Florestas mais protegidas

Este foi um ano de intensa luta pela defesa dos orangotangos e de seu habitat, as florestas tropicais da Indonésia, que estão sendo destruídas vertiginosamente para dar lugar à produção de óleo de palma, usado na fabricação de chocolates até cosméticos. Uma grande vitória foi o compromisso da Wilmar International, a maior empresa comercializadora de óleo de palma do mundo, com 40% do mercado global, de mapear e monitorar seus fornecedores para eliminar o desmatamento da cadeia produtiva.

Em novembro, após uma intensa campanha de pressão que envolveu meio milhão de argentinos e incluiu ocupações e bloqueios no local da destruição, a justiça impôs uma multa multi-milionária a três empresários que desmataram ilegalmente a floresta nacional do Chaco. Eles serão obrigados a restaurar as áreas destruídas. É uma importante vitória em conjunto com as comunidades indígenas da Argentina.

 

Menos carvão e óleo queimados

Em todo o mundo, nos mobilizamos contra os combustíveis fósseis que geram energia sujas e poluente, e conseguimos importantes conquistas. Na Itália, Assicurazioni Generali, terceira maior companhia de seguros da Europa, aprovou importantes medidas para tirar seus investimentos da area de carvão, após um ano de intensa campanha do Greenpeace.Algo parecido aconteceu também na Holanda. O NN Group, um grande conglomerado financeiro que administra 240 bilhões de euros, também está desinvestindo de empresas que exploram petróleo nas areias betuminosas e de oleodutos no Canadá e Estados Unidos.

Em outubro, o governo espanhol anunciou um acordo com sindicatos de trabalhadores para fechar as minas de carvão no país até o final deste ano, porque elas simplesmente não são mais rentáveis, ao contrário, exigem subsídio dos contribuintes.

 

Sabemos que ainda há muito o que ser feito, mas essas vitórias são importantes para renovar nossa motivação na defesa do planeta, e mostrar que quando estamos unidos, somos mais fortes para enfrentar os grupos poderosos que põe seus lucros e interesses privados acima das pessoas e do planeta.

 

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