comportamento

Os dez benefícios do sexo para sua saúde

Publicado em: 3/05/2018

Digite “saúde sexual” no Google, e você encontrará sites que falem tudo relacionado à sexo – normas, conselhos, controle de natalidade, informações sobre doenças sexualmente transmissíveis… Mas o que não é discutido são os vários benefícios do sexo para a saúde física e psicológica. Por isso, fizemos uma lista dos principais benefícios – todos apoiados pela ciência! 

1

Hannah Nichols – MNT (Inglaterra)

Ao explorar como o sexo afeta a mente e o corpo, a lista de possíveis benefícios pode parecer infinita. Além de servir para o propósito óbvio de reproduzir e gerar prazer e intimidade, o sexo tem impacto positivo em muitas áreas da vida – incluindo trabalho, desempenho físico e cognitivo, relacionamentos e felicidade na vida idosa. O sexo também pode ter um efeito positivo em certos órgãos e condições de saúde, bem como funcionar como efeito preventivo para algumas doenças.
Por exemplo, um estudo recente publicado no Journal of Management mostrou que manter a vida sexual saudável pode aumentar a satisfação e até o engajamento no trabalho. O sexo também pode desempenhar papel fundamental na preservação de um casamento feliz, de acordo com pesquisa publicada na Psychological Science. De acordo com as informações descritas, parceiros sexuais experimentam um estado resplendor que dura até 48 horas após a relação sexual – e esse estado é associado a níveis mais altos de satisfação, também, em relacionamentos à longo prazo.
O sexo também é considerado uma forma significativa de exercício físico. Ele queima cerca de 85 calorias, ou 3,6 calorias por minuto, de acordo com um estudo publicado no PLOS One. Estes poucos exemplos são apenas gotas no oceano dos muitos benefícios para a saúde da atividade sexual e masturbação que são apresentados em estudos de todo o mundo. O Medical News Today oferece informações sobre os principais benefícios de saúde baseados em evidências do sexo.

 

1) MELHORA A IMUNIDADE
Fazer sexo de uma a duas vezes por semana é considerado a frequência ideal para melhorar o sistema imunológico, de acordo com pesquisa publicada na Psychological Reports. Cientistas conseguem testar como o nosso sistema imunológico está funcnionando por meio dos níveis de um anticorpo chamado imunoglobulina A (IgA) na saliva e nos revestimentos mucosos. Os autores do estudo, Carl Charnetski, da Wilkes University, na Pensilvânia (EUA), e seu colega Frank Brennan descobriram que pessoas que fazem sexo uma ou duas vezes por semana tinham um aumento de 30% na IgA. No entanto, os mesmos resultados não foram observados em indivíduos que fizeram sexo com maior ou menor frequência.
O médico Clifford Lowell, imunologista da Universidade da Califórnia, em São Francisco (EUA), diz que pessoas sexualmente ativas são expostas a agentes mais infecciosos do que indivíduos que não são sexualmente ativos. Por isso, o sistema imunológico responde a esses agentes infecciosos produzindo mais IgA – o que pode proteger contra resfriados e gripes.Para quem faz sexo mais ou menos frequentemente do que a quantidade ideal, não tema: de acordo com outro estudo de Charnetski, atividades como acariciar cachorrinhos também pode aumentar significativamente a IgA.

2) FAZ BEM PARA O CORAÇÃO
Atividades físicas que exercitam o coração são boas para a saúde, e isso inclui sexo. Durante a atividade sexual o ritmo cardíaco aumenta, com o número de batimentos por minuto atingindo o pico durante o orgasmo. Os homens, em particular, demonstraram se beneficiar muito do efeito do sexo no coração. Um estudo publicado no American Journal of Cardiology, que incluiu homens na faixa dos 50 anos, sugere que homens que fazem sexo pelo menos duas vezes por semana têm 45% menos risco de ter doenças cardíacas em comparação com homens que fazem sexo com menos frequência. Além disso, a American Heart Association diz que doenças cardíacas não afetam a vida sexual. Ataques cardíacos ou dores no peito causadas por doenças do coração raramente ocorrem durante o sexo e, na maioria das vezes, é seguro fazer sexo se a doença cardíaca estiver estabilizada.
A resposta do coração ao sexo é comparável ao esforço leve a moderado encontrado nas atividades diárias, de acordo com pesquisa publicada no European Heart Journal. Se você puder participar de atividades que tenham um impacto semelhante no coração – como, por exemplo, caminhar dois lances de escada – sem sentir dores no peito, então, em geral, você pode presumir que é seguro fazer sexo!
Atualmente, no entanto, mais pesquisas são necessárias para estabelecer conexões entre condições cardiovasculares específicas e sexo, especialmente para mulheres e idosos.

3) DIMINUI A PRESSÃO ARTERIAL
Uma pesquisa conduzida pela Michigan State University (EUA) e publicada no Journal of Health and Social Behaviour descobriu que o sexo pode reduzir o risco de pressão alta – pelo menos para mulheres. No estudo, mulheres com idade entre 57 e 85 anos que consideravam sexo prazeroso ou satisfatório eram menos propensas a ter hipertensão. Os participantes do estudo do sexo masculino que diziam fazer sexo uma vez por semana ou mais tinham duas vezes mais chances de ter problemas cardíacos por pressão alta do que os homens sexualmente inativos.
Em outro estudo publicado pela Behavioral Medicine, pesquisadores descobriram que o ato de abraçar pode ajudar uma pessoa a manter uma pressão sanguínea saudável. Já de acordo com a American Heart Association, pressão alta aumenta o risco de ataque cardíaco e derrame e também pode afetar a vida sexual. A hipertensão arterial tem efeito sobre o fluxo sanguíneo em todo o corpo e pode impedir o fluxo de sangue suficiente para a pélvis.

Nos homens, a hipertensão arterial pode levar à disfunção erétil e, nas mulheres, a pressão alta pode diminuir a libido e reduzir o interesse pelo sexo. Considera-se seguro fazer sexo se a pessoa tiver pressão alta. No entanto, se a pessoa se sente estressada e tem problemas na cama, é aconselhado pedir o auxílio de um médico.

4) ALIVIA DOR
Uma dor de cabeça pode ser usada como motivo para evitar sexo. No entanto, antes de apelar aos analgésicos, neurologistas descobriram que a atividade sexual pode aliviar a dor de cabeça associada à enxaqueca ou cefaleia em algumas pessoas.
A pesquisa foi realizada pela Universidade de Munster, na Alemanha, e publicada na Cephalalgia. Em indivíduos com enxaqueca, 60 % das pessoas relataram uma melhora na dor após a atividade sexual, enquanto 37% das pessoas com cefaleia também relataram melhoras relataram melhora.
Os pesquisadores da Universidade de Munster explicam que o sexo desencadeia a liberação de endorfinas, mecanismo por trás do alívio da dor. As endorfinas são consideradas os analgésicos naturais do corpo e são liberadas por meio do sistema nervoso central, o que pode reduzir ou eliminar a dor de cabeça.
Em outra pesquisa publicada na revista Pain, descobriu-se que mulheres apresentavam sensibilidade mais reduzida à dor ou tinham um aumento no limiar de tolerância à dor quando experimentavam prazer por meio da autoestimulação vaginal.

5) REDUZ O RISCO DE CÂNCER DE PRÓSTATA
Homens que ejaculam com frequência podem estar mais protegidos contra o câncer de próstata, que é o câncer mais comum entre os homens nos Estados Unidos. Pesquisa liderada por Michael Leitzmann, do National Cancer Institute, em Bethesda, MD, e publicado no JAMA, mostrou que homens que ejaculam 21 vezes por mês ou mais têm um terço a menos de chance de desenvolver câncer de próstata do que homens que ejaculam entre quatro e sete vezes por mês.
Leitzmann e sua equipe têm várias teorias de por que o aumento da ejaculação pode ajudar a prevenir o câncer de próstata. A primeira teoria é que a ejaculação frequente pode permitir que a próstata elimine substâncias cancerígenas e materiais que possam orquestrar o desenvolvimento de substâncias cancerígenas. Outra teoria sugere que a drenagem regular do fluido da próstata impede que as microcalcificações cristaloides – que estão associadas ao câncer de próstata – se desenvolvam no ducto da próstata.
Homens que têm mais de 12 ejaculações por mês também podem se beneficiar, embora os pesquisadores enfatizem que, neste momento, a pesquisa não recomenda que homens mudem seu comportamento sexual.

6) MELHORA O SONO
Você tem dificuldade de dormir à noite? A atividade sexual pode ser exatamente o que um médico te receitaria. Sono insuficiente é um problema de saúde pública, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) nos EUA. Cerca de 50 a 70 milhões de adultos no país tem algum distúrbio do sono.
O sexo pode ser a resposta para ajudar essas pessoas a atingir as desejadas 7 a 9 horas de sono recomendadas por noite. Durante o sexo e o orgasmo, um coquetel de substâncias químicas é liberado no cérebro, que inclui a ocitocina, a dopamina e uma onda de endorfinas. A oxitocina, também conhecida como “hormônio do aconchego”, facilita a proximidade e a ligação, surge durante o sexo, no orgasmo, tanto em homens quanto em mulheres.
Após o orgasmo, acredita-se que o efeito da ocitocina, combinado com a liberação do hormônio prolactina (que está ligado à sensação de saciedade e relaxamento), faz com que a pessoa se sinta sonolenta. Nas mulheres, um aumento nos níveis de estrogênio durante o sexo também provou melhorar o seu ciclo REM do sono, de acordo com um estudo publicado no Journal of Women’s Health.
Nos homens, o córtex pré-frontal (área do cérebro associada ao estado de alerta, consciência e atividade mental) se desliga após o orgasmo. De acordo com um estudo publicado na revista Neuroscience & Biobehavioral Reviews, este processo está ligado à liberação de ocitocina e serotonina, ambas com efeitos indutores do sono.

7) ALIVIA O ESTRESSE
O estresse pode causar todos os tipos de problemas de saúde: desde dores de cabeça, problemas de sono, tensão muscular e problemas estomacais até condições mais severas, incluindo um sistema imunológico enfraquecido e depressão crônica.
Informações publicadas na Psychosomatic Medicine provaram que a intimidade física ou emocional em casais está associada a níveis reduzidos de estresse. Um estudo publicado na revista Biological Psychology mostrou que pessoas que faziam sexo com penetração experimentaram pressão arterial relacionada ao estresse bem menor do que indivíduos que se masturbaram ou tiveram sexo sem penetração. Os participantes do estudo que se abstiveram do sexo tiveram os maiores níveis de pressão arterial desencadeados pelo estresse.
O psicólogo da Universidade de Paisley Stuart Brody, no Reino Unido, levantou a hipótese de que o efeito calmante poderia ser causado pela liberação da oxitocina.

8) OTIMIZA O TRABALHO DO CÉREBRO
Pesquisas publicadas no Archives of Sexual Behavior sugerem que frequência sexual pode melhorar a memória das mulheres. Os resultados de um jogo de memória no computador revelaram que mulheres que tiveram sexo com penetração tiveram melhor reconhecimento de palavras abstratas durante o jogo.
Os pesquisadores observam que, neste estágio, não está claro se o sexo melhora a memória ou se uma melhor memória leva as pessoas a fazrem mais sexo. No entanto, confirma que o sexo pode melhorar a memória estimulando a criação de novos neurônios no hipocampo – a região do cérebro envolvida no aprendizado e na memória.
Outro estudo da Universidade de Amsterdã, na Holanda, publicado no Personality and Social Psychology Bulletin, descobriu que pensar sobre amor ou sexo tem efeitos diferentes em nossos cérebros. Pensar sobre o amor ativa a perspectiva de longo prazo e o processamento global, o que promove o pensamento criativo e interfere no pensamento analítico. No entanto, em contraste, pensar em sexo aciona a perspectiva de curto prazo e o processamento local, o que promove o pensamento analítico e interfere na criatividade das pessoas.

9) AUMENTA EXPECTATIVA DE VIDA
Quer viver mais tempo? A atividade sexual pode ser a chave para uma vida mais longa. Um estudo publicado no The BMJ concluiu que o sexo pode ter um efeito protetor na saúde dos homens. Pesquisadores acompanharam a mortalidade de quase mil homens com idade entre 45 e 59 anos ao longo de 10 anos. Eles descobriram que o risco de morte era 50% menor nos homens que tiveram orgasmos muitas vezes do que nos homens que não ejaculavam regularmente.
Outras pesquisas também tiveram resultados semelhantes. Um estudo que durou 25 anos e foi publicado no The Gerontologist mostrou que nos homens, sexo frequente pressupõe longevidade, enquanto que nas mulheres, as que relataram prazer no sexo por mais tempo, também viveram mais tempo.

10) AUMENTA A AUTOESTIMA
Além de tantos benefícios físicos, ter relações sexuais satisfatórias pode melhorar o bem-estar emocional. Uma pesquisa publicada na Social Psychology and Personality Science descobriu que entre os estudantes universitários, aqueles que tinham sexo casual relataram níveis mais altos de bem-estar e boa autoestima em comparação com os alunos que não tinham sexo casual.
Do outro lado da moeda, mulheres com maior autoestima relataram ter sexo mais satisfatório (do que frequente), incluindo mais orgasmos, de acordo com estudo publicado no Journal of Adolescent Health.

Esses benefícios listados na reportagem, cuja principal fonte é o Medical News Today, são apenas algumas das muitas vantagens que o sexo pode ter para a sua saúde. No entanto, é importante lembrar que embora o sexo possa ser uma atividade prazerosa, excitante e, obviamente, sirva para fins de reprodução, também se faz necessário enfatizar que o sexo seguro (com uso de preservativos) pode reduzir o risco de contrair doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), além de ajudar a evitar gravidezes não planejadas.

Comentários

Powered by Facebook Comments