arquitetura e construção

A casa de vidro: minimalista e monocromática

Publicado em: 16/02/2018

Projeto que ocupa de forma exuberante espaço tropical é inspirado no estilo das construções australianas dos anos 1950

 

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A arquiteta britânica Sarah Waller abraçou a liberdade criativa ao fazer uma casa inspirada na simplicidade e sofisticação da arquitetura modernista da metade do século. Intrinsecamente envolvida em cada etapa do processo – desde o design e a construção, até o estilo final e toques decorativos, ela mesclou beleza e funcionalidade na casa, construída na Austrália. “Gerenciar todo o processo e juntar tudo foi incrivelmente satisfatório”, explica a profissional. Aqui, a Revista Residenciais traz as características mais relevantes do projeto para inspirar amantes de arquitetura.

A CASA
Na cozinha, uma paleta sóbria de cores e linhas limpas definem o ambiente minimalista, que combina funcionalidade com formas esculturais impressionantes. Bancos de ilha generosos em laminado preto fosco e porcelana parecidos com mármore pontuam o layout do plano aberto da cozinha, além de refletirem a sensação monocromática linear em toda a extensão do belo ambiente.
Já a dispensa está habilmente contida dentro de uma caixa preta “falsa” e cavernosa, revestida na nanotecnologia FENIX, onde há prateleiras abertas, espaço adicional para bancos e uma segunda pia – que são extremamente convenientes, apesar de estarem um tanto quanto “escondidos” à primeira vista dos visitantes.
Com relação à luminosidade dos ambientes, paredes de vidro que abrangem o comprimento da casa ajudam a dar a impressão de união entre os espaços interiores e exteriores e, principalemnte, permitem uma abundância de luz natural fluindo pelo local. Além de iluminar a casa, a luz enche a construção de calor e abre espaço para a vista verdejante do entorno de toda a casa.
Uma mistura de abajures e lustres personalizados trazem um desenho de iluminação em camadas que transforma o ambiente à noite, com um simples toque de interruptor. As características arquitetônicas interiores são também bastante iluminadas.
Os quartos são quase inteiramente envolvidos por paredes vidro, proporcionando a impressão de serem ainda mais extensos e garantindo uma constante mudança da vista, especialmente no quarto principal. “Adoro o fato de ter todos os confortos do interior da casa e, ao mesmo tempo, poder me sentir parte da paisagem”, explica a arquiteta. A casa foi justamente projetada com o objetivo de amanhecer com a luz do sol e também presenciar as sutis mudanças de clima e luz ao longo do dia.
Já os banheiros renderam à arquiteta o Prêmio de Banheiro Monocromático Máster. Fora da casa, há também um banheiro independente dos outros, que é isolado pela vegetação de todo o entorno e acaba aumentando a sensação de estar em um local tirando “férias descontraídas”, sensação esta que toda a casa proporciona.

AR LIVRE
Uma sensação tropical permeia o paisagismo exuberante que envolve a casa. No ambiente externo, ao descer uma escada de pedra, cria-se a impressão de se estar em uma piscina de algum resort. A exuberante massa de plantas tropicais com árvores iluminadas por holofotes é a base do design paisagístico que foi criado neste projeto.
A piscina adota características do estilo das piscinas modernistas dos tempos Palm Springs, populares na arquitetura australiana durante os anos 1950. Aspectos semelhantes são justamente trazidos à tona por essa sensação de piscina de um resort de algum hotel luxuoso, compensada ainda por uma edícula chique e decorada com peças casuais, ideais para relaxar e aproveitar as vistas deslumbrantes que podem ser vistas por todo o entorno da casa.

PALETA DE CORES
Os toques minimalistas de toda a construção são acentuados pela paleta preto e branco atemporal escolhida pela arquiteta, tanto por dentro quanto por fora do projeto, com textura introduzida apenas por plantas, madeira e superfícies táteis – como o piso branco terrazzo, que flui por todos os ambientes do projeto.

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