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Médico sugere uso do DIU como melhor opção para as mulheres

Publicado em: 6/07/2017

Para o médico Ricardo Campos, o DIU é o método de controle de natalidade mais indicado para as mulheres, desde a adolescência até a pré-menopausa. “É extremamente seguro, tem eficácia de 99% e é um método muito barato. O DIU é mais libertador para a mulher do que o uso da pílula”, explica.

 

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O médico Ricardo Campos, adepto da Medicina Integrativa, afirma que o uso do dispositivo intrauterino, conhecido popularmente como DIU, é o método de controle de natalidade mais indicado pela sua eficácia – em torno de 99%, por ser extremamente seguro, de baixo custo e ser indicado para o uso desde a adolescência até a pré-menopausa da mulher, incluindo aquelas que nunca engravidaram. “Por todas essas vantagens, inclusive levando-se em conta aspectos de saúde pública, o DIU é o mais indicado, quando comparado com o uso da pílula. Ele é um método mais libertador para a mulher do que o uso da pílula, acrescenta.

O DIU é um pequeno dispositivo plástico revestido de cobre, na forma de T ou com pequenas variações, que é inserido no interior do útero, onde a liberação do cobre diminui a vitalidade dos espermatozoides, além de liberar substâncias inflamatórias que diminuem muito a probabilidade de fertilização.

A colocação e a retirada do DIU é um procedimento realizado exclusivamente pelo médico e em geral é feito em consultório ou em alguns casos em ambiente hospitalar. O DIU pode ser usado pelo período de três a dez anos, dependendo do produto. A partir desse período, recomenda-se a troca por outro.

Depois da colocação do DIU, o médico afirma que a mulher volta a ter vida normal, inclusive podendo praticar esportes de impacto. Pode nos primeiros meses ocorrer aumento de sangramento e ocasionalmente um pouco de cólica. Ele frisa que para a colocação do DIU, a mulher tem que estar com todos os exames ginecológicos em dia. “Outro aspecto importante é que juntamente com o uso do DIU deve-se usar a camisinha, para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis”.

Diferente do DIU, conforme o médico Ricardo Campos, o uso da pílula, como método anticoncepcional, aumenta de seis a oito vezes o risco de trombose na mulher, reduz o desejo sexual, dificulta o ganho de massa muscular, provoca maior ganho de peso quando comparada com outros contraceptivos e pode piorar o funcionamento da tireoide.

 

Tipos de DIU – O médico explica que existem vários tipos de DIU. Para mulheres que nunca tiveram filho, recomenda-se o DIU pequeno de cobre. O DIU T de cobre tradicional é indicado para qualquer paciente. O DIU T de cobre e prata diminui a probabilidade de efeitos colaterais, como aumento do fluxo menstrual e cólica. Já o DIU Hormonal tem hormônio derivado da progesterona, que é liberado de forma programada por um período de cinco anos. A absorção desse hormônio é pequena, não causando maiores problemas para as mulheres.

 

Contraindicado – O uso do DIU não é indicado em casos de pós-parto imediato (primeiro mês), após aborto, se a mulher tem sangramento aumentado e sem causa conhecida e câncer de colo de útero e endométrio. Também é contraindicado para quem tem miomas ou doença inflamatória pélvica recente. Ele recomenda controle através de ultrassonografia, para verificar se o DIU não saiu do lugar.

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