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Volumes de gordura e de água corporal são parâmetros para análise de saúde

Publicado em: 30/09/2016

Aparelho de bioimpedância fornece informações, através de um software, sobre as quantidades de gordura e de água no corpo, permitindo análise médica mais acurada do paciente

 

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Especialista sugere que esse exame seja incorporado aos programas de saúde pública.

Na avaliação da médica endocrinologista Suzikelli Souza, a composição corporal é um dos aspectos mais específicos e sensíveis para a análise da saúde de uma pessoa. A forma como os volumes de gordura e de água estão distribuídos pelo corpo humano permitem ao especialista avaliar a saúde daquele organismo. Para quantificar esses volumes, a especialista utiliza o equipamento para exame de bioimpedância, de última geração, que mapeia as quantidades de gordura em todos os órgãos e partes do corpo e também de água, nesse caso dentro e fora das células. Baseado no princípio da condutividade elétrica através do corpo humano, o exame com o aparelho de bioimpedância é rápido, prático e indolor. Em poucos minutos, o software do equipamento gera uma gama enorme de informações sobre a composição corporal.

As informações obtidas através do exame de bioimpedância são fundamentais, por exemplo, para a avaliação médica do volume de gordura visceral, aquela que envolve os órgãos e que é tão temida por trazer os riscos do diabetes e das doenças cardiovasculares.

O acúmulo de água em determinadas partes do corpo humano, se manifesta através de edema ou inchaço e esse exame permite que o médico faça uma análise clínica do paciente.

Mapa Corporal – Para a médica Suzikelli Souza, as informações obtidas através do exame de bioimpedância permitem avaliar a quantidade de massa gorda e massa magra (músculos), distribuídas pelo organismo.  Ela explica que no caso da gordura, o exame identifica aquela que é subcutânea e a visceral. “Diante desse mapa corporal, analisamos por segmentos – braços, tronco e abdômen, o que nos permite programar atividades físicas personalizadas para cada uma dessas áreas, de acordo com as suas necessidades específicas de treinamento. Isso traz um ganho enorme para a saúde das pessoas, principalmente na prevenção de doenças e aumento da qualidade de vida”, explica Suzikelli.

Aquela velha frase que cada pessoa precisa tomar no mínimo dois litros de água por dia, cai pode terra com o exame de bioimpedância, que faz um cálculo personalizado para cada indivíduo, baseado no volume de água intra e extracelular. “Isso pode ajudar em algumas situações, como no envelhecimento da pele, que sabemos que é causado pela falta de água. A pele do idoso é ressecada porque falta água para hidratar. Quando é acionado o receptor central para ele sentir a falta de água, já  está desidratado”.

Personalização – A médica informa que junto com o volume específico dessa água ingerida por cada pessoa, já se podem adicionar alguns suplementos também personalizados às necessidades daquele organismo. “Algumas equipes esportivas já estão adotando essa água personalizada e com suplementos para os seus atletas. O objetivo é suprir as necessidades de reposição de líquido e minerais de seus atletas durante a competição”.

Se para as pessoas em geral essas informações trazem muitos benefícios para a saúde, para os praticantes de atividades físicas regulares e atletas, a bioimpedância promove uma verdadeira revolução na programação dos treinos e no desenvolvimento físico-corporal. “A realização desses exames através da bioimpedância a cada quatro meses, permitem um acompanhamento da evolução do treinamento e adequação às necessidades e objetivos individuais”, explica.

Suzikelli Souza também sugere que os exames com a bioimpedância sejam incorporados aos programas de saúde pública. Ela avalia que eles teriam um papel importante na prevenção da saúde das pessoas, inclusive para os mais jovens. “Por ser um exame simples e muito eficiente, a bioimpedância oferece ao médico muitas informações, que permitem prevenir e atenuar os efeitos da obesidade nos jovens, que tem crescido muito nos últimos anos”, conclui a endocrinologista.

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