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Nova Zelândia: O país “Verde Limpo” de corpo e alma

Publicado em: 16/03/2016

Isolado no mapa-múndi surpreende: o quinto país mais desenvolvido do mundo, 30% são reservas naturais, famoso pela comida e vinhos de origem controlada

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Por Richard Livingston

A Nova Zelândia foi classificada como o quinto país “mais desenvolvido” do mundo pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2011 e ficou em 4º lugar no Índice de Liberdade Econômica de 2011, publicado pela Heritage Foundation.

Isto é surpreendente tratando-se de um dos países geograficamente mais isolados no mapa-múndi, a última grande região povoada da Terra e com uma modesta população de 4,4 milhões de habitantes.

É desenvolvido, industrializado, de Primeiro Mundo, e dá um show em 90% dos países em termos de esperança de vida, paz, prosperidade, falta de corrupção e proteção das liberdades civis. Assisti e vivi estas qualidades durante minha longa estadia neste lindo país de corpo e alma saudável.

Mas a surpreendente Nova Zelândia não parou por aí, está se definindo para o mundo com uma identidade cada vez mais em moda: a de país “verde limpo”. Aproveitando sua vocação agrícola, seu nível cultural avançado, adota cada vez mais uma postura ecológica e de culto a boa saúde física. Proibiu qualquer cultura transgênica, estimula atividades orgânicas, controla cada vez mais sua forte atividade pesqueira, transformou em parques e reservas 30% do país e criou uma imagem sedutora de país dos jovens “sarados” amantes dos esportes radicais. O Turismo é a palavra de ordem e ainda investe na produção de vinhos e numa criativa culinária. Seguramente a estratégia perfeita para ele se alinhar como o país do futuro. Isto é a “Novíssima” Zelândia, vamos conhecê-la.

A Nova Zelândia foi classificada como o quinto país “mais desenvolvido” do mundo pelo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de 2011 e ficou em 4º lugar no Índice de Liberdade Econômica de 2011, publicado pela Heritage Foundation.

Isto é surpreendente tratando-se de um dos países geograficamente mais isolados no mapa-múndi, a última grande região povoada da Terra e com uma modesta população de 4,4 milhões de habitantes.

É desenvolvido, industrializado, de Primeiro Mundo, e dá um show em 90% dos países em termos de esperança de vida, paz, prosperidade, falta de corrupção e proteção das liberdades civis. Assisti e vivi estas qualidades durante minha longa estadia neste lindo país de corpo e alma saudável.

Mas a surpreendente Nova Zelândia não parou por aí, está se definindo para o mundo com uma identidade cada vez mais em moda: a de país “verde limpo”. Aproveitando sua vocação agrícola, seu nível cultural avançado, adota cada vez mais uma postura ecológica e de culto a boa saúde física. Proibiu qualquer cultura transgênica, estimula atividades orgânicas, controla cada vez mais sua forte atividade pesqueira, transformou em parques e reservas 30% do país e criou uma imagem sedutora de país dos jovens “sarados” amantes dos esportes radicais. O Turismo é a palavra de ordem e ainda investe na produção de vinhos e numa criativa culinária. Seguramente a estratégia perfeita para ele se alinhar como o país do futuro. Isto é a “Novíssima” Zelândia, vamos conhecê-la.

O país está localizado no sudoeste do Oceano Pacífico, é formado por duas ilhas principais – Norte e Sul – e abriga outras pequenas ilhas, como Stewart e Chatham.

A Nova Zelândia acolhe mais de dois milhões de visitantes por ano, reúne uma vasta quantidade de paisagens, montanhas glaciais e vulcões, sendo famosa por proporcionar diversas opções de esportes de aventura.

Há também passeios mais tranquilos que incluem visitar vinícolas – conhecidas por possuir excelentes vinhos -, mercados agrícolas e apreciar a riqueza da cultura do povo Maori, preservada até hoje em museus. Nenhuma parte do país está a mais de 128 km do mar, por isso possui praias espetaculares. Apesar de Auckland ser a maior cidade do país, a capital é Wellington na Ilha Norte, já na Ilha do Sul destacam-se as cidades Queenstown e Christchurch.

Ecologia

Um terço da Nova Zelândia é protegido em parques e reservas. O país possui um total de 14 parques nacionais, três parques marítimo, duas reservas marinhas, três áreas de Patrimônio Mundial e parques florestais incontáveis.

Os parques nacionais são uma das principais atrações, cobrem mais de 30.000 quilômetros quadrados com vários cenários da natureza, mantidos pelo Departamento de Conservação do país (DOC). A precipitação elevada e o sol proporcionam uma flora exuberante 80% nativa. As florestas incluem o rimu, totara, faia e a árvore kauri. Apresenta também uma densa vegetação rasteira, arbustos nativos, samambaias, muitos musgos e liquens.

A vida marinha é variada, inclui animais como baleias, golfinhos – golfinho- de-hector encontrado apenas no país -, focas, pinguins, peixes e moluscos. Nas reservas foi implantada uma política em que não é permitida a pesca ou captura de frutos do mar.

Apesar desta política, a pesca é popular no país. O litoral possui mais de 15.000 quilômetros e representa um ponto atrativo para os pescadores. No norte é possível ver pargo, kingfish e tarakihi, já no extremo sul, é comum encontrar peixes como bacalhau-azul e garoupa.

Belezas naturais

Tongario foi o primeiro parque nacional da Nova Zelândia e quarto do mundo, criado em 1887. Algumas das paisagens mais belas incluem o Emerald Lakes, a Floresta Fangorn ou Mitre Peak, que segundo visitantes permitem que se possa sentir o poder e paixão da terra nativa.  É considerado o melhor parque para visita, graças a seus três grandes vulcões: Ruapehu, Tongariro e Ngauruhoe. A melhor temporada é entre dezembro e março. Em períodos de inverno, muitos pontos neozelandeses são difíceis de visitar devido a grande quantidade de neve.

Museus

Um dos mais importantes museus é o Auckland Museum, que é interativo, atrativo, informativo e cheio de coleções relevantes ao país. A seção dos povos Maori e Polynesian, a maior do mundo, é especialmente intrigante.

Outro é o National Maritime Museum, da história de navegação do país, onde é possível conferir mais de 1000 anos da história marítima neozelandesa, construções de barcos e histórias de navegações importantes.

Quem puder também deve visitar o Te Papa Tongarewa, um dos maiores museus do mundo. O edifício fica na capital Wellington e é repleto de riquezas culturais, tecnológicas e naturais da história do país. Não deixe de ver o enorme esqueleto de uma baleia e os atrativos de realidade virtual.

Passeios de Aventura

A famosa Caverna Waitomo Glowworm traz muitas atividades para quem possui espírito aventureiro, já que apresenta a experiência única do rafting, em que é possível rastejar, nadar e flutuar em boias por belíssimos labirintos. Esportes como rapel ou tirolesa são atrações que chamam a atenção no local.

Para quem gosta de mergulho, a Poor Knights Island é considerada um dos melhores locais para mergulho do mundo e possui espécies tropicais que só podem ser encontradas no país.  Outra experiência interessante é nadar com tubarões em perfeita segurança, numa gaiola de metal na cidade de Gisborne, no norte.

Em Queenstown é possível realizar esportes como Bungee jumping, paraquedismo, canyon swinging e passeio de barco a jato, tudo para quem ama sentir adrenalina.

Praias

Algumas das melhores praias são as da península Karikari, no extremo norte, uma das mais belas paisagens subtropicais, com águas azuis cristalinas. A Coopers é enriquecida por belíssimas árvores Pohutukawa – um ótimo lugar para se exercitar ao amanhecer –, a Hot Water, que tem água quente natural e representa uma espécie de SPA da natureza que pode ser visitado totalmente de graça.

A experiência Maori

Não deixe de visitar a pequena ilha Whakarewarewa, que tem cerca de 100 habitantes e uma história de mais de 200 anos. Provavelmente, é o único lugar do mundo em que as pessoas vivem em atividade geotermal (energia obtida a partir do calor da terra) e onde se usa recursos naturais para atividades básicas. É um ótimo local para vivenciar de perto a história do povo Maori.

Na Reserva Termal Te Puias Whakarewarewa e o Instituto Arts & Crafts, é possível encontrar guias Maori que te guiarão por toda a reserva, explicando o significado de toda a área para o povo. Há shows de canto e dança ao vivo, um tour de uma réplica de vilas Maori para observar os trabalhadores do Instituto, que foi construído em 1963 a fim de incentivar o artesanato.

Gastronomia

A indústria de vinho da Nova Zelândia cresceu muito nos últimos vinte anos, por isso, o país é famoso por produzir em Marlborough alguns dos melhores Sauvignon Blanc do mundo. A terra do Cabernet Sauvignon é Hawke’s Bay, já em Wairarapa, o Pinot Noir é estrela do local.

Na culinária os ingredientes das comidas típicas vão de queijos e carne de cordeiro a frutos do mar. Os melhores e mais luxuosos restaurantes do país estão em Auckland, onde os visitantes podem apreciar a cozinha luxuosa de Peter Gordon em “dine with Peter Gordon”, no térreo da SkyTower. Outra excelente opção é visitar o romântico  The French Café, que com certeza vai  surpreender.

Mercados de agricultores

A Nova Zelândia possui vários mercados de agricultores na Ilha do Norte e Ilha do Sul. Eles são uma boa forma de obter alimentos frescos, sendo comum achar desde chocolates caseiros até queijos artesanais. Não é necessário estar no campo para encontrar os mercados, as pessoas do interior migram para a cidade carregando os alimentos. No total são mais de 50 mercados de agricultores, a maioria deles se localiza entre Kerikeri na Ilha do Norte, e Riverton na Ilha do Sul.

O primeiro foi criado no norte, em Whangarei, há cerca de dez anos. Outro famoso fica na cidade Bay of Islands, que apresenta um estilo de mercado mais gourmet, com comidas caseiras, além de frutas e vegetais frescos. Matakana no interior possui muitos vinhedos e oliveiras, seu mercado é indicado para provar chocolate quente orgânico com especiarias e queijo puhoi. Os itens de artesanato também são comuns no local.

Na Ilha do Sul destaca-se o mercado de agricultores de Marlborough, em Blenheim. Ele reflete a cultura gastronômica sofisticada da área e incluem mexilhões de lábio verde, produtos feitos de avelã, açafrão cultivado localmente e salmão orgânico, que diferente do tradicional, é criado em gaiolas que abrigam uma quantidade de peixe inferior à dos criatórios convencionais, assim, o salmão se exercita mais e elimina a necessidade do uso de pesticidas químicos.

Ainda na Ilha do Sul, o mercado de Waipara Valley, situado na Pegasus Bay Winery, é conhecido por especialidades que incluem o azeite de oliva, bolos caseiros, tortas, peixes frescos e cordeiro.

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