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Moda Internacional: Primavera-Verão 2016

Publicado em: 16/03/2016

Damos boas-vindas aos glamorosos e sofisticados desfiles da Alta Costura em Paris

 

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Por Letícia Semeghini e Vivian Ono

Damos boas-vindas aos glamorosos e sofisticados desfiles da Alta Costura. As famosas maisons iniciam o ano com as suas propostas para a Primavera-Verão 2016, que incluem produções ricas e elaboradas pensadas no detalhe do cenário e estruturas aos trabalhos manuais de cada peça, tudo para encantar, ditar tendências e atender um público exigente e refinado. A Residenciais selecionou e trouxe com exclusividade os destaques das principais marcas.

 

Jean Paul Gaultier

Jean Paul Gaultier apresentou em seus desfiles não só as novidades da sua criação, mas a construção de um ambiente surpreendente, que encanta os convidados e reinventa o mundo mágico da moda. Para esta coleção, ele criou uma atmosfera de homenagem a designers, musas e artistas amigos que frequentavam a badalada discoteca dos anos 80, “Le Palace”. Eles foram influências marcantes para o estilo Jean Paul Gaultier. Neste espírito, todo o cenário, as produções e, inclusive, a entrada das modelos remeteram a este animado e nostálgico clima.

A coleção de JP Gaultier foi conduzida de forma irreverente com referências dos anos 80. Cada look foi construído e apresentado num clima super descontraído; foi proposto de maneira inovadora o uso do loungewear nas ruas, com modelagem assimétrica e composto por tops. De materiais sofisticados, o couro, os brilhos e a seda se destacaram compondo todo o glamour. Os acessórios são detalhes que realçaram as produções, como as luvas longas de couro, diferentes modelos de cintos que valorizam a silhueta feminina e os suspensórios, que levam o ar descolado e andrógeno. As cores marcantes da época compuseram a paleta de cores que tiveram o predomínio do preto e foram complementados pelo azul, amarelo, laranja, roxo e vermelho.

Schiaparelli

As listras e xadrezes de toalhas de mesa, aliados aos tons pastéis e opacos, contribuem com a diversão e ousadia já esperados, que apareceram em quase todas as composições em detalhes sutis, como estampas em seda de talheres, aplicações de desenhos de bules, ou em looks conceituais como o que imitava um ovo quebrado. Sem nexo para uns, fiel à marca para os fashionistas. Com uma fundadora icônica como Elsa, com trabalhos marcantes e avant-garde que mudaram o mundo da moda e da arte, superar o insuperável é difícil e há grande pressão.  A responsabilidade de permanecer nas raízes, além de levar inovação, irreverencia e sofisticação é grande, mas Bertrand está fazendo sua lição de casa, a evolução é notável e nos deixa curiosos para a sua próxima abordagem.

Valentino

Os diretores criativos, Maria Grazia Chiuri e Pierpaolo Piccioli, desenharam toda a coleção inspirados num clima de toque lírico, preocupados em apresentar uma Alta Costura que vai além da moda e que busca valorizar a beleza individual e sutil do corpo feminino. Traz a questão da liberdade do gesto e pensamentos, refletidos nas modelos descalças como forma realista de apresentar o equilíbrio interno. Toda essa leveza foi apresentada de forma elaborada pela fluidez das transparências e plissados feitos exclusivamente a mão. A harmonia das cores delicadas apareceu unida aos intensos tons de vermelho, verde e preto.

Versace

Caminhando para o final do desfile, os tons ficaram mais escuros e sedutores; nós, cordas, aplicações e bordados feitos à mão, tramas abertas, e cristais Swarovski elevaram a sofisticação das peças para complementar a imagem de femme fatale da mulher que veste Versace. Segundo Donatella, a mulher pode ser poderosa e conquistar seus sonhos, e ao mesmo tempo ter grande elegância e beleza. As top-models Gigi Hadid, Rosie Huntington-Whiteley, Behati Prinsloo e Lara Stone também marcaram presença na passarela.

 

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