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O lindo país da liberdade com civilidade

Publicado em: 4/12/2015

Uma aura de felicidade e gentileza paira no ar em meio a lindos prédios e pitorescos canais. Tudo funciona impecavelmente: é a expressão máxima da civilização.

 

 

Canal in Amsterdam, The Netherlands by night

 

Por Graça Antonini

 

Subimos na scooter, que seria nosso excelente meio de transporte pelos próximos dias, para a famosa cidade europeia. Ao iniciar o passeio, o vento gelado no meu rosto logo me lembrou de que estávamos no outono. Lembrou ainda minha infância, pois ao cruzar as pitorescas pontes sobre os típicos canais, via graciosos prédios impecáveis, pareciam bloquinhos de madeira do meu antigo brinquedo “O Pequeno Construtor”.

Mas a sensação que mais me invadia era a de liberdade revestida de tranquilidade, pois apesar de dividirmos a ciclovia com dezenas de bicicletas, motos e, em cruzamentos, com carros, ônibus e até trens de superfície, o clima do transito era de segurança, civilidade e respeito entre todos. Cada pedestre ou motorista antecipava e facilitava a manobra do próximo, desde que ele sinalizasse claramente. Uma aura de felicidade e gentileza paira no ar. Em cada parada durante nosso percurso, os holandeses se mostravam amigáveis, abertos e gentis. A maioria tem como segundo idioma um inglês excelente, falado tanto por jovens quanto idosos. Este país possibilita pessoas de todas as origens trabalharem e estudarem falando somente o inglês: abrem mão até da sua língua nativa dentro do país a favor da liberdade de expressão, e em prol da boa forma de viver.

Se a fundamental liberdade com responsabilidade é concretizada na rua, no trânsito, e obviamente isso se estende às casas, famílias e empresas: é a civilização na sua expressão máxima. Isto é a Holanda. Pobre aquele que destaca da Holanda os Coffee Shops, onde, famosamente, permitem consumir maconha livremente. Ela vai muito além desta particularidade insignificante. Os coffees funcionam sim, mas de forma quase imperceptível  na cidade, justamente porque lá se dá valor acoisas muito mais importantes, como o funcionamento de toda uma sociedade. O que inebria neste belo país mesmo é o ar de liberdade com civilidade e respeito ao próximo, os pilares de uma verdadeira sociedade saudável e sólida. Que assim permaneça e inspire o mundo a maravilhosa Holanda. Vamos conhecê-la: tanto por sua beleza quanto pela evolução do seu povo.

 

O país é muito conhecido por suas tulipas, canais, moinhos de vento, belíssimas praias, arquitetura pós-moderna inovadora e, especialmente, por ser uma das nações mais progressistas do século 20. Em estações mais frias, os canais holandeses congelam, criando pequenas estradas de gelo em que os habitantes locais e turistas patinam. Mas durante todo o ano, onde quer que você vá, o ideal é fazer como os holandeses: explorar as maravilhas do país de bicicleta. Comece pela capital, Amsterdam, que chama atenção por seus cursos de água, arquitetura rústica, número interminável de museus e atmosfera descontraída, e passe por Roterdã, Haia e Delft. Não deixe de conferir o Tulip Trail no Keukenhog Gardens, em Lisse: ótimo passeio para quem quiser apreciar as famosas tulipas do país em toda a sua glória. Faça um tour pela famosa Casa de Anne Frank, em Amsterdam. Mais ao sul do país, Roterdã é o point que reúne as melhores casas noturnas e esbanja belíssima arquitetura moderna. Situada junto ao Rio Maas, é a maior cidade do país depois da capital. Destaque para o bairro Delfshave, o preferido entre os habitantes locais por sua descontração e beleza. Já a imponente Haia (Den Haag), casa da rainha e grande centro de diplomacia internacional, abriga a famosa pintura “Moça com Brinco de Pérola”: a maior obra-prima do icônico artista holandês Johannes Vermeer.

 

Roterdã

A apenas uma hora de trem de Amsterdam, Roterdã é a cidade mais futurista do país, com shoppings elegantes e um dos mais movimentados portos do mundo, graças a locação entre os rios Reno e Maas. A fascinante metrópole era um monumento vivo da Golden Age da Holanda, mas foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial. Partes da cidade antiga sobrevivem mais em bairos como Delfshaven e Oude Haven, mas o destaque de Roterdã hoje é a arquitetura moderna. Após a guerra, a cidade foi transformada e hoje seu skyline está em constante mudança. Muitos dos edifícios foram projetados por grandes arquitetos contemporâneos, como Rem Koolhaas e Sir Norman Foster. A cidade possui, ainda, alguns dos melhores museus do país.

Moderno de planeamento urbano de Particularmente atraentes são os caminhos de cascalho e gramados preguiçosos no belo Museumpark. Sente-se para fazer um piquenique.

 

O que fazer

Arquitetura: Não se pode ir a Roterdã e não apreciar sua moderna arquitetura. O maior arranha-céu da cidade, de 152 metros, é o escritório Nationale Nederlanden. Outro marco da cidade perto do antigo porto é o grande caos geométrico de peculiares apartamentos em forma de cubo, equilibrados em cima de talos de edifícios altos e de concreto, concebidos pelo arquiteto holandês Piet Blom no início dos anos 70.

Grand Harbor: O Porto de Roterdã recebe mais navios e mais carga por ano do que qualquer outro porto da Europa. É um dos pontos turísticos mais memoráveis de toda a Holânda.

Moinhos de vento de Kinderdijk: A pequena comunidade entre Roterdã e Dorrecht, na margem sul do rio Lek, tem 19 icônicos moinhos de vento de bombeaqmento de água. É uma visão espetacular, importante o suficiente para ter sido colocado na lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.

Não deixe de conferir o museu Museumpark: Em Roterdã, o parque de museus reúne o Instituto Holandês de Arquitetura, o Kunstal, o Chabot e o Museu Boijimans van Beuningen – pode-se entrar em todos com desconto e apenas um ingresso para o Museumpark.

 

A Haia

A cidade é lar da familia real holandesa e a sede da Corte Internacional de Justiça, entre outras embaixadas internacionais, e fica a cerca de 40 km a sudoeste de Amsterdam. Apesar de não ser a capital, Haia sempre foi sede do governo nacional e residência oficial dos monarcas holandeses. Muitos recorrem a Haia como ponto de turismo para relaxar, mas a cidade é uma metrópole ao mesmo tempo elegante e divertida, cheia de estilo, cultura, parques e mansões elegantes. Tem 25 parques públicos e compõe um labirinto de ruas estreitas e sinuosas onde a arquitetura contemporânea se contrapõe a grandes mansões do século 17. Há um enorme leque de galerias e museus repletos de obras-primas de Rembrand e Johannes Vermeer, enigmas óticos deslumbrantes do artista gráfico holandês Escher, cujas criações desafiam a lógica e parecem até mesmo driblar leis da física.

 

O que fazer

Visite os palácios reais: O palácio do rei Willem-Alexander – que tomou o trono em 2013, quando sua mãe, Rainha Beatrix abdicou – o esplêndido “Paleis Noordeinde” foi construído em 1553 e restaurado em 1815. No entanto, a residência real oficial é o Palácio Huis ten Bosch, que por muitos anos foi a casa de veraneio da familia real. O palácio não é aberto a visitantes, mas pode ser visto do parque.

Não deixe de conferir o museu Escher In Het Paleis: Dedicado ao artista gráfico holandês MC Escher. Pode-se apreciar várias de suas pinturas e uma exposição interativa com ilusões ópticas. Na cidade, visite também o Gemeentemuseum, com obras de Vermeer e Holbeins.

 

AMSTERDAM

Um dos centros culturais mais belos do mundo e ao mesmo tempo uma das metrópoles mais excêntricas, a enigmática Amsterdam é a Cidade dos Canais. Quando comparada a outros centros europes, é definida por suas casas ao invés de palácios aristocráticos: 7.000 monumentos são registrados, dos quais a maioria começou como residências e armazéns de comerciantes humildes, fixados em canais e atravessados por mais de 1.500 pontes que formam o maior centro urbano histórico na Europa. Em quase todas as ruas se vê um pouco do velho e do novo lado a lado.

Acolhedora, a cidade abraça turistas, ciclistas e amantes de cultura. É o espiritual centro de uma nação enraizada em princípios de tolerância, e ao mesmo tempo uma verdadeira Babilônia de charmes do velho mundo, representado pelas casas antigas que testemunham a Idade de Ouro do século 17. Pouco populosa, dá para fazer quase tudo de bicicleta pela megalópole cultural. As opções são várias: há um número enorme de concertos, museus, festivais de verão e uma tradicional vida noturna. No entanto, a cidade tem se esforçado para transformar seu apelo: o Projeto 2012 tem o objetivo de diversificar a movimentação da economia do Red Light District. Muitos cafés notórios da cidade e algumas das comentadas lojas com prostitutas em vitrines foram fechados ou relocados.

 

O que fazer

A cidade oferece uma rica variedade de atrações. Canais de cruzeiro, centenas de belíssimas ruas estreitas, 7.000 edifícios históricos e cerca de 40 museus de todos os tipos.

Dica: Para economizar dinheiro em museus e atrações, compre o cartão VVV do escritório de turismo de Amsterdam.

Canais: A cidade simplesmente não seria a mesma sem os canais que refletem os cafés, museus e casas antigas.

 

 

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