viagem

Panamá: a Dubai latina incrementa o turismo

Publicado em: 18/11/2015

Crescendo muito acima da média latino-americana, vem investindo pesado em turismo, seduzindo visitantes às compras e boas praias.

 

 

HDR_of_Panama_City,_Panama

 

Por Marc Szeligowski

 

O perfil do turista para o Panamá é aquele que adora o “portunhol” amigável, quer fazer compras boas e baratas, curte bons cassinos, hotéis top e ainda procura pegar uma praia de águas calientes em um resort no Pacífico. Esta é a medida para aproveitar o que o Panamá tem mais à vista.

Mas o pequeno país centro-americano tem mais a oferecer, especialmente o interessantíssimo canal que conecta os dois maiores oceanos, o crescente ecoturismo, o centro histórico – que vem sendo restaurado a todo vapor – e o deslumbrante downtown de altíssimos e arrojados edifícios, abrigo do próspero business financeiro latino-americano.

Em comparação com outros países da América Latina, o Panamá se destaca muito no padrão e quantidade dos hotéis. As acomodações, em geral amplas, são prédios seminovos, de luxo acima da média e preços acessíveis em dólar. Segundo a operadora RGE Style Travel, que nos acompanhou à capital do Panamá – que, curiosamente, tem o mesmo nome que o país – possui quase 30 mil leitos e 700 hotéis.

A capital cosmopolita, já apelidada de “Dubai Latina”, fica na beira do Pacífico onde desemboca um lado do Canal, na qual moram quase 70% dos habitantes do país – dos quais cerca de 25% são estrangeiros. Depois que o país assumiu dos EUA o Canal do Panamá, há 15 anos, instalou-se um crescimento econômico sem precedentes, que o destaca fortemente no cenário regional. Hoje, possuem um salário mínimo de cerca de 650 dólares, uma frota de veículos novos de preços muito acima do padrão dos países vizinhos e, consequentemente, um ótimo nível de serviço. Apesar de haver diferenças sociais e criminalidade, elas se manifestam mais nos imigrantes vizinhos que nos próprios panamenhos.

A pujante Cidade do Panamá se destaca pelos muitos centros de compras, abarrotados de opções de todos os segmentos e marcas. Dentre eles, não podemos deixar de mencionar o gigantesco Albrook Mall, que tem mais de 700 lojas e várias âncoras. Mas quem quer fazer compras baratas para valer, deve levantar bem cedo e pegar o vagão de luxo do trem que cruza todo o canal, diariamente, com destino a cidade de Colón (ao lado do Mar do Caribe), onde está a famosa Zona Franca. Lá, a ordem é pechinchar: e quanto maior a quantidade de compra feita na loja, maior o desconto.

 

canal-locks-opening

 

O Canal do Panamá é um capítulo a parte: tem quase 150 anos de uma história envolvente, cheia de momentos dramáticos. Vintes anos depois de a França ter iniciado a construção, abandonou a empreitada, tendo perecido mais de 20 mil homens. Em 1903, os EUA retomaram e depois de vários reveses e mais 15 mil mortes, conseguiram inaugurá-lo em 1914. Desde então, por quase 100 anos, o Canal foi propriedade e território do governo norte americano, dentro de um país soberano. Em 1989, o estratégico Canal acabou provocando uma invasão militar sem precedentes dos EUA ao país, que culminou em um acordo com a posse e a propriedade definitiva pelo Panamá, trazendo grande desenvolvimento para sua economia. O Canal que liga Pacífico ao Atlântico tem importância transnacional enorme, e com a inauguração da sua expansão em 2016, estima-se que cruzará por seus 88 km – e um desnível de 26 metros – quase 25% de todo o transporte marítimo do mundo. Tudo isso, e muito mais, o visitante descobrirá no prédio turístico panorâmico em frente a eclusa, Miraflores, contendo museus com réplicas das máquinas do canal e da cabine de um navio, fotos, vídeos e guias muito competentes, que relatam detalhes surpreendentes de sua história.

Estando em um país com dois oceanos e próximo da linha do Equador, não podemos deixar de pensar em banhos de mar. O mais fácil é descer para os arredores da Capital, na costa do Pacífico, que possui bons resorts a mais ou menos 1 hora de rodovias razoáveis. As praias em geral são de tombo, com águas menos claras do que do Caribe, mas com ótimas temperaturas.

Quem quer mesmo as águas azul turquesa do Caribe terá que ir mais longe: aos famosos arquipélagos San Blas, ao centro, ou Boca del Toro, bem ao norte. San Blas, o mais próximo da Capital, pode ser acessado rapidamente, em cerca de 20 minutos, de avião ou por carro 4×4, tipo lotação, em 1 hora e meia de viagem. Depois, com mais meia hora em botes com motor de popa, chega-se ao destino: as pequenas, paradisíacas e muito rústicas ilhas controladas pelos índios Kuna Kuna. O arquipélago possui 365 ilhotas, das quais apenas 50 são habitadas pelos índios, os quais recebem os turistas de forma muito calorosa, mas despojada. O turista se hospeda em choupanas de sapé com paredes de madeira ou bambu e a energia elétrica é gerada por placas solares.

No Arquipélago Boca Del Toro só é possível chegar de avião, partindo da capital, até uma das ilhas do aeroporto. De lá, sugerimos acessar um dos hotéis mais equipados: o Hotel Playa Tortuga. A região possui uma natureza exuberante e infraestrutura melhor que San Blas, mas ainda assim modesta.

Prepare-se para muita chuva no Panamá: o país tem altíssimo índice pluviométrico. Também faz bastante calor, por isso a melhor época para visita é de dezembro a março, na época da seca, mas altíssima temporada. O trânsito da capital nos horários de rush é muito lento: transporte-se fora destes horários.

A Companhia Aérea Copa Airlines possui vários voos diários, direto do Brasil – inclusive de Campinas, em São Paulo – para a cidade do Panamá e de lá para 73 destinos das Américas. Saindo de São Paulo, são 6 horas e meia de voo, com muitas opções de filmes a bordo, fazendo o tempo passar rápido.

 

Confira a lista de hotéis que conhecemos e recomendamos: 

– Hotel Royal Sonesta

– Hotel Hard Rock

– Hotel Gamboa Resort

– Hotel Sheraton Bijao Playa Blanca

– Hotel Tryp Albrook Mall

 

 

Comentários

Powered by Facebook Comments