alta culinária

Expo Milano 2015 destaca Dieta Mediterrânea

Publicado em: 9/10/2015

Nossos restaurantes “Don Alfonso”, embaixadores no mundo desta dieta, apresentam pratos ícones: “Spaghetti Don Alfonso” e “Ziti Con Tonnetto e Peperoncini Verdi”.

 

peperoni

 

Por Ernesto Iaccarino

 

A gigantesca feira gastronômica EXPO MILANO, maior evento mundial em nutrição sustentada que ocorre até este mês em Milão, consolidou-se como uma vitrine global. Países se unem para mostrar o melhor de suas tecnologias para dar uma resposta concreta a uma necessidade vital: ser capaz de fornecer alimentos saudáveis, seguros e adequados para todas as pessoas, respeitando o planeta e seu equilíbrio.

A Dieta Mediterrânea, em perfeita consonância com esses objetivos, foi comemorada em setembro, com destaque por uma semana inteira da feira em um evento intitulado “A longevidade da receita”, organizado pela Med Eat Research, Centro de Pesquisa Social da Dieta Mediterrânea, a Orsola Benincasa de Suor Nápoles. Durante o evento, foi apresentada a Pirâmide Universal da Dieta Mediterrânea, e com a ajuda dos antropólogos Marino Niola e Elisabetta Moro, respectivamente, foram desenvolvidos os temas afins: “A convivência entre entes queridos faz bem a sociedade” e “A Dieta Mediterrânea, o mito e a história de um estilo de vida”. Encerrando a comemoração na Expo-Milano, tive a honra de apresentar os pratos ícones desta cozinha, amados pelo casal de médicos que pesquisou e estruturou a Dieta Mediterrânea, Ancel e Margaret Keys.“ Ziti (macarrão do tipo penne mais fino e espesso) com tonnetto (peixe típico do Mar Adriático) e peperoncini verde” e o “Spaghetti Don Alfonso”. Este estilo de comer foi reconhecido como Patrimônio Imaterial da UNESCO, em 16 de Novembro de 2010, graças ao trabalho deste casal de cientistas americanos.

Hoje, nossos restaurantes “Don Alfonso 1890” são nomeados “Embaixadores da Dieta Mediterrânica no Mundo”. Este crédito é resultado de uma história, pois Ancel Keys por anos fez suas pesquisas em nossa unidade de Nápoles, em Sant’Agata. Adorava estudar a nossa cozinha, nossos pratos e nossas matérias-primas. A primeira vez que veio aqui, em 1984, pediu um macarrão di Gragnano (região produtora de famosa massa na Itália) – com extrusão feita em bronze – e acompanhado de tomates e manjericão frescos, selecionados de nossa horta. Uma receita simples que estava em contraste com pratos ricos e pomposos daquela época, feito com manteiga, molhos de carne sofisticados, trufas e foie gras. A partir daí, o “Don Alfonso 1890” tornou-se a acrópole da Dieta Mediterrânea, reduto das pesquisas do casal junto com meu pai, os quais sempre buscaram os segredos do alimento para a vida.

Obviamente, para nós italianos, a comida saudável, segura e amiga do ambiente é certamente a Dieta Mediterrânea.  Para Ancel Keys – também famoso por ter desenvolvido a famosa “ração K” – a única forma real de se alimentar de maneira saudável é essa dieta, para a qual dedicou toda a sua vida, junto com sua esposa Margaret. Em 1975, Ancel e Margaret Chaves Keys publicaram o livro “O caminho do Mediterrâneo: como comer bem e permanecer bem”, um best-seller traduzido para muitas línguas que descreve pela primeira vez os conceitos básicos desta dieta – os alimentos que a caracterizam, suas vantagens e suas limitações. Dividiram sua obra basicamente em duas partes. A primeira para demonstrar aos médicos mais sépticos que a investigação científica já produziu alguns resultados significativos, comprovando os benefícios da Dieta Mediterrânea. A segunda para buscar ampliar os conhecimentos do leitor que está disposto a aprender o básico da ciência da nutrição. O texto propõe uma nova mentalidade de se alimentar baseada em práticas antigas e consolidadas, genuínas e sóbrias. Para nós, do Don Alfonso, estas também são as qualidades essenciais para a alimentação. Sempre digo: o alimento tem que estar ligado a vida, a história, a cultura. É parte da civilização e da vida dos povos.

 

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