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Bem-vindo à nova ordem mundial de Wolfenstein

Publicado em: 9/12/2014

Remake do primeiro jogo de tiro em primeira pessoa mantém foco na Segunda Guerra Mundial com ação e história envolventes

 

Por Giovanni Rocha

 

Assim como a literatura e o cinema, os video games também se apropriaram dos momentos heroicos e de horror ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). As franquias milionárias de jogos de tiro em primeira pessoa, como Call of Duty e Battlefield, tiveram seu surgimento em games que retratavam o avanço dos Aliados contra o bloco do Eixo. Mas se há um título que pode se considerar legítimo pioneiro em Segunda Guerra ele se chama Wolfenstein, título lançado em 1992 e que chega revigorado com o remake Wolfenstein The New Order.

A base da história é a mesma do clássico de 22 anos atrás: Você controla o soldado americano B.J. Blaskowicz em uma missão com o objetivo de pôr fim à máquina de destruição nazista. Mas ao contrário da versão original, Wolfenstein The New Order propõe uma realidade alternativa a partir de um desfecho diferente para o conflito mundial que devastou a Europa. Nesse contexto, a Alemanha Nazista saiu vitoriosa do conflito e os Estados Unidos se renderam após uma bomba atômica ter praticamente aniquilado as forças de resistência do país. Os poucos soldados que sobraram foram capturados pelos nazistas e utilizados em experiências que resultaram em supersoldados, uma mistura de Frankenstein e robôs equipados com um arsenal mortal.

 

Bem-vindo a Nova Ordem

Wolfenstein têm uma série de méritos, mas além do tradicional tiroteio frenético, outra grande qualidade está na história do jogo e nos cuidados que os desenvolvedores tiveram para fazer do game uma obra de grande imersão. O segredo está nos detalhes e surpreenderão os gamers que se dedicarem a vasculhar todo o cenário. Reproduções de jornais, pôsteres de propaganda nazista e obras de arte estão espalhadas pelas instalações. Não se surpreenda em se flagrar pausando o jogo e consultando um dicionário para traduzir as centenas de materiais que ajudam a compreender essa nova ordem dominada pela Alemanha Nazista

Quem quiser conferir todo o esmero gráfico de New Order precisará jogar o game nas novas plataformas, como o PS4 e Xbox One. Os detalhes dos belos cenários, os recursos de iluminação, as partículas chamam atenção e mais uma vez comprovam que os novos consoles evoluíram de forma satisfatória nos quesitos gráficos. Outros pontos positivos são a trilha sonora, e a dublagem dos personagens do jogo. Wolfenstein você ouvirá apenas alemão ou inglês com sotaque. São detalhes que fazem muita diferença durante a jogatina.

 

Muitos tiros, mas não exagere

O jogo mantém ótimos tiroteios, mas a munição agora não deve ser desperdiçada. Mire bem e use com cuidado pois não serão poucas as vezes em que o descontrole exigirá que você enfrente os inimigos com uma simples faca. Mas para evitar o “modo Rambo”, o jogo incluiu a possibilidade de avanço sorrateiro para eliminar inimigos. Por vezes, ele será fundamental para evitar que uma horda de inimigos venham em socorro ao acionar dos alarmes de algumas fases.

 

Um “old school” de roupa nova

O termo “old school” é usado para se referenciar aos jogos antigos, com mecânicas, narrativas e recursos de jogabilidade não tão sofisticados como os games atuais. Wolfestein The New Order bebe um pouco dessa fonte em alguns quesitos.  O sistema de mapa é igual a jogos do passado, ele não fica na tela principal e você precisa consultá-lo. Também não há aquele monte de elementos em tela que ficam sinalizando o que você deve fazer ou para onde ir. Seu ponto negativo está na inteligência artificial, um tanto razoável. Os mesmos inimigos que, às vezes, fazem fila para serem atingidos sem que o jogador precise fazer muita força, em algumas vezes te enxergam e te acertam de muito longe.

Wolfenstein The New Order está disponível para PC, Playstation 3 e 4 e Xbox 360 e One.

Use a atualização disponibilizada na internet que corrigiu os problemas mais graves que surgiram desde seu lançamento.

 

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