entrevista

Sidney Sampaio

Publicado em: 6/11/2014

O galã global de sucesso. Simpático e bem resolvido, aborda temas polêmicos do momento

 

 

Por Camila Freitas

O Bem humorado ator Sidney Sampaio nasceu em Lucélia, estado de São Paulo, e iniciou sua carreira aos 16 anos. Aos 17 mudou-se para São Paulo com um contrato de modelo nos braços. Sua estreia na televisão foi com uma participação no seriado da até então dupla, Sandy & Junior. Depois disso seus papéis e seu sucesso só aumentaram.

Em seus 16 anos de carreira na Globo, fez mais de 14 papéis só na televisão, além de peças de teatro e filmes de Cinema.

Atualmente está em cartaz com uma peça chamada ‘’As sereias da Zona Sul’’, dirigida por Miguel Falabella. A peça é um exemplo de crítica social, deboche e muitas gargalhadas são os ingredientes principais desse espetáculo, que de forma inteligente e ao mesmo tempo popular, faz com que os atores criem situações que são rapidamente identificadas pelo público. Sidney Sampaio e Felipe Cunha interpretam o sexo oposto, as duas mulheres que compõe a trama.

Em entrevista exclusiva a Residenciais ele explicou os motivos por buscar novos segmentos de atuação, as dificuldades enfrentadas em cada papel e ainda como o psicológico altera suas decisões.

 

Sidney Sampaio

 

Confiram:

RESIDENCIAIS: Tem algum papel que você se recusaria a fazer, algo relacionado às suas crenças e ideologias que não seriam aceitos?

SIDNEY SAMPAIO: Não, acho que todo personagem tem que ser explorado, independente de religião, opção sexual, e outras coisas, acho que o que me faz recusar um papel é a condução total da obra, sua direção, produção, companheiros de elenco, mas não a história do personagem.

 

RESIDENCIAIS: Em sua opinião, um galã assumindo sua homossexualidade comprometerá sua fama?

SIDNEY SAMPAIO: Com certeza comprometerá, algumas mulheres parariam de o considerar galã por ser gay, alguns homens perderiam o respeito por essa homossexualidade assumida, isso ainda acontece infelizmente pelo preconceito que ainda existe. Mas acho que seria bom também pelo homossexual, pelo galã também ser considerado um ícone e um porta-voz dos grupos homossexuais, poderia também ajudar um pouco a quebrar o preconceito. O galã perderia por um lado e ganharia por outro. Sempre que se assume algo, se ganha por um lado e se perde por outros, tudo na vida é assim.

 

RESIDENCIAIS: Por que essa escolha repentina de explorar novos caminhos? Sair um pouco da televisão e se aprofundar em outros rumos? E em relação aos novos papéis?

SIDNEY SAMPAIO: Olha, eu cheguei em um ponto da vida que optei por conhecer novas mídias por puro  amadurecimento pessoal, aprendi na vida que é importante que o ator circule por outras mídias, e eu estava achando que precisava sair da minha zona de conforto e me arriscar em coisas novas, não só teatro e cinema, mas outros desafios em papéis e personagens também.

Acho que as mídias (teatro, cinema e televisão) são diferentes em relação a seu signos e colocações, apesar de falarem da mesma arte, a interpretação, e também os personagens em cada veículo se tornam diferentes pois as ações mudam em cada veículo. No cinema o personagem é mais denso, mas por ser uma obra mais extensa e longa, a intensidade do personagem fica mais diluída. Já no teatro, por ser ao vivo, cada apresentação uma coisa diferente, o ator consegue atingir uma carreira sólida e de respeito em menos tempo.

 

RESIDENCIAIS: Sua preparação para cinema, tv e teatro é diferente?

SIDNEY SAMPAIO: Olha, eu acho tudo difícil, eu sempre procuro fazer o melhor possível meu trabalho. Acho que nenhum trabalho é fácil, fácil para mim é fazer de qualquer jeito.

Na televisão você tem a possibilidade de acompanhar seu desempenho ao longo dos capítulos, mas não pode fazer muita coisa se estiver abaixo do esperado porque o volume de trabalho é muito grande, e a sua disponibilidade também tem que ser grande, e o ritmo é mais acelerado também porque a quantidade de capítulos é grande. O teatro também é muito difícil, pois lidar com o público ao vivo é muito complicado, em uma apresentação você pode fazer uma coisa excelente, e uma semana depois, ou mesmo no dia seguinte, a mesma apresentação pode não agradar as pessoas, e aí todo o seu esforço não valeu nada.

Então não acho que existe trabalho fácil, existe trabalho sem comprometimento.

 

RESIDENCIAIS: Como é sua preparação para os papéis?

SIDNEY SAMPAIO: Para os papéis eu estudo bastante, aliás, essa  é a parte que eu mais gosto, a parte de composição do laboratório e pesquisa, eu tenho muito prazer em fazer isso, é sempre uma nova descoberta, um novo aprendizado, cada personagem é um universo novo pra gente, e eu acho uma delicia explorar esse universo.

 

RESIDENCIAIS: Então você considera que a atuação em si é consequência desse estudo?

SIDNEY SAMPAIO:  Com certeza, é consequência desse mergulho em estudos e laboratórios, onde eu pego o que ficou impregnado e exponho durante as atuações.

 

RESIDENCIAIS: Se o Sidney fosse mulher, como seria?

SIDNEY SAMPAIO:  (Risos) Eu seria uma mulher muito interessante, inteligente, seletiva, sempre com bom gosto, (risos) uma mulher quase prepotente. Ah, eu seria uma mulher interessante, eu sei que o universo feminino é muito interessante e vago, mas acho que eu saberia explorar as possibilidades. Eu sempre brinquei que quando se vai comprar uma roupa, pra homem existem 3 opções e pra mulher 30, então sei que existem mais possibilidades no universo feminino, e acho que dentro dessas possibilidades eu faria boas escolhas.

 

RESIDENCIAIS: Existem pesquisas que consideram que todo ser humano possui uma porcentagem feminina e outra masculina no corpo. Dentro da sua porcentagem feminina, quais características você possui?

SIDNEY SAMPAIO:  Olha, eu sou um homem bem perceptivo e sensível, tenho a percepção aguçada, sempre fui muito assim, por exemplo, eu amo cozinhar, (Sidney foi muito elogiado pelos Chefs jurados do dentro do quadro  Super Chef no programa da Ana Maria Braga) e para cozinhar eu uso muito a minha sensibilidade, eu não sei nenhuma receita até hoje, porque eu faço um prato sentindo a comida, os sabores, eu vou provando e percebendo, sentindo os temperos, e acho que essa é a característica mais feminina que eu tenho, que se aproxima do 6º sentido feminino.

 

Caras e Bocas

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