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Emin Agalarov: o Michael Bublé da Russia

Publicado em: 6/11/2014

Entre negócios, coroas e músicas

 

 

Por Camila Freitas

Objetivo, culto, humilde e com uma energia que exala. Se não soubesse o motivo pelo qual o estava entrevistando, ficaria em dúvida de que talento o levou ao sucesso. Um homem de negócios competente e um cantor e compositor sensível. Personalidades que aparentemente não ocupam o mesmo corpo. Nascido próximo ao Mar Cáspio, o cantor descreve sua cidade natal, Baku, na República do Azerbaijão, país localizado no Cáucaso, próximo a Geórgia e a Armênia, fronteira entre a Europa e a Ásia, como “absolutamente linda!”. EMIN passou grande parte de sua infância em Moscou. Ainda adolescente estudou na Europa antes de se mudar para os EUA, onde teve início seu interesse profissional por música. Herdeiro de um império e casado com Leyla Aliyeva, filha de Ilham Aliye, Presidente da República do Azerbaijão, Emin transita entre música, negócios e política com muita naturalidade e garante que quanto mais ocupado melhor.

“AMOR” é o sétimo lançamento em inglês de sua carreira, pois foi feito com extrema dedicação e total “amor à arte”, sendo que seus dois CDs anteriores chegaram ao topo das paradas inglesas através da BBC Rádio 2 e foram eleitos “Discos da Semana” no seu lançamento. Em 2013, EMIN foi indicado para 3 categorias do World Music Best Award ‘Melhor Artista Masculino’, ‘Melhor Apresentação ao Vivo’ e ‘Melhor “Entertainer” do Mundo’.

O cantor visitou o Brasil recentemente para fazer uma apresentação no concurso Miss Brasil, e concedeu uma entrevista exclusiva a Residenciais.

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RESIDENCIAIS: Quais locais no Brasil mais te agradaram?

EMIN: Visitei poucos lugares por conta do curto tempo que tive, mas quero voltar em Fevereiro para aproveitar mais, conhecer mais lugares, quem sabe o famoso Carnaval Brasileiro? (risos) Mas os que eu mais gostei foram as cidades de Fortaleza, São Paulo e Rio de Janeiro.

 

RESIDENCIAIS: Qual sua opinião sobre o Brasil e seu povo?

EMIN: Nossa, o povo brasileiro é o significado de AMOR, me conectei muito facilmente com eles, são todos muito receptivos e calorosos. Inclusive o nome do meu álbum é em português e isso me da uma alegria enorme, me sinto mais conectado com o povo brasileiro.

 

RESIDENCIAIS: Você é bastante comparado com Michael Bublé, como lida com isso?

EMIN: Na verdade, eu gosto! Agrada-me porque ele é um excelente artista, então acho que qualquer comparação, desde que seja com bons artistas, é sempre bem vinda. Mas ‘Elvis Presley’, sem pestanejar me inspirou a fazer música. Desde que ouvi Elvis pela primeira vez, numa fita dada por minha mãe, Elvis me despertou para a música.

 

RESIDENCIAIS: Você é casado com a filha do presidente do Azerbaijão, como é isso para você?

EMIN: As pessoas ficam curiosas sobre como é ser casado com alguém tão influente. Para mim ela é só minha esposa, e eu a amo por isso.

 

RESIDENCIAIS: Você acha mais fácil fazer um show para poucas pessoas, mais intimista ou grandes concertos?

EMIN: Prefiro com certeza fazer um show grande! Esses concertos enormes para 100.000 pessoas, todos cantam junto, é mais fácil do que um show para mil pessoas, onde ninguém canta com você. Por isso não sinto tanta confiança.

 

RESIDENCIAIS: Qual foi a sensação de ganhar um prêmio tão importante como o WMA da MTV, inclusive o primeiro artista do seu país?

EMIN: Para mim foi estranho, chocante, excitante ao mesmo tempo, e até engraçado. Fiquei bem assustado de um modo bom, pois estavam presentes vários artistas muito famosos como Ricky Martin, Florida, entre outros grandes nomes da música internacional.

 

RESIDENCIAIS: Você é considerado um homem de sucesso, como lida com seus negócios e a sua música?

EMIN: A música é algo que vive em mim desde sempre. Sempre senti que se não me dedicasse a isso estaria traindo meus sonhos. Olha, eu amo cantar, isto é meu hobby e sempre vai ser, mas comecei tarde, escrevi meu primeiro disco com 17 anos, mas só o gravei com 26 anos pois estava estudando para cuidar dos negócios da minha família. Amo ser um homem ocupado e vou fazer os dois para sempre, cuidar dos negócios e também cantar. Faço em média 67 shows por ano, o que não é muito, até por ter que me dividir entre as duas profissões é desgastante.

 

 

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