decoração

Aconchego residencial e obras de arte são a marca registrada da Livraria Cultura assinada por Fabiana Parpinelli e Mariah Stefani Carlini, do escritório Otto Mani

Publicado em: 30/05/2014

Livros pendurados no teto, obras de arte e móveis com movimento e acabamentos não-convencionais envolvem as pessoas e estimulam a leitura

Trazer para o espaço comercial o aconchego do residencial e abusar da criatividade como formas de envolver as pessoas e estimular a leitura. Este foi o objetivo do escritório de arquitetura e interiores Otto Mani ao projetar, em um espaço de 86 m², a Livraria Cultura da Casa Cor 2014. Para diferenciá-la das tradicionais, colocaram os livros pendurados no teto e utilizaram móveis com movimento, bem como acabamentos pouco convencionais.
Para alcançar o resultado desejado, misturaram estilos, padrões, materiais e estampas nos móveis e acessórios, como poltronas, tapetes, almofadas e papel de parede. Trabalharam ainda com peças diferenciadas, como os móveis da Tora Brasil e o painel de madeira de demolição ripado (executado especialmente para a mostra pela Assoalhos Monet, responsável também pelo piso), além da novidade dos livros pendurados, é claro.
Importante destacar que todas as madeiras utilizadas são certificadas pelo FSC (Forest Stewardship Council), órgão não-governamental que regulamenta as práticas de manejo de impacto reduzido nas florestas do mundo todo. Elas são utilizadas nos móveis fabricados pelo fornecedor, a Tora Brasil, que conquistou esse certificado em janeiro de 2007.
A mesa de centro Zu, da Dpot by Ruy Ohtake, é um caso à parte. Pura liberdade de forma e desenho, ela é uma síntese do pensamento de Ohtake: lírica, gestual, assimétrica e provocadora. Criada originalmente para uma residência, ocupa todo o comprimento da sala. Assim, para passar de um lado para outro, é preciso dar a volta em torno dela, percebendo, a cada enquadramento, a volta em torno dela, percebendo, a cada enquadramentoar de um lado para outro, o cliente que se faz desenhos em perfil com as diferentes nuances da relação espaço-objeto. A peça foi editada a partir do fragmento central da mesa original como uma representação do todo, com o propósito de dar-lhe vida própria.
Destaque também para a Prateleira Jubá da Tora Brasil. Com desenho superinovador, a peça é um engradado de metal, com cubos sólidos de madeira, formando uma estante “viva”, dinâmica. Segundo o Cristiano Ribeiro do Valle, proprietário da empresa e autor da peça, ela foi inspirada nos objetos em que se faz desenhos em perfil com pinos de metal. Como curiosidade, Juba quer dizer amarelo, em Tupi-Guarani.
Além disso, o material utilizado no balcão/caixa, chamado Limestone Blue Marine, da Garbarino Mármores, é uma novidade no mercado. O papel de parede é da Orlean e o revestimento Etrusco Canela é da Castelatto.
O ambiente conta também com esculturas do artista plástico Alexandre Stefani. A maior delas tem base de madeira originária de árvores caídas e sem valor comercial do Acre, e foi moldada no torno pela comunidade local. O uso do alumínio, segundo Alexandre, faz “renascer” a madeira.
Outras obras de arte usadas no espaço são seis fotografias com costura aplicada, sobre o tema “Futebol”, de Nario Barbosa, e um quadro intitulado “Epifania”, tinta acrílica e spray sobre tela, de RIEN.
O escritório Otto Mani, oito mãos em italiano, estréia esse ano na Casa Cor com o projeto desenvolvido pelas profissionais Fabiana Parpinelli e Mariah Stefani Carlini. Fabiana é graduada em Design de Interiores no Senac-SP, formada também em Negócios Internacionais pela Universidade de Berkeley-CA e pós-graduada em Gestão do Design pela Bela Artes-SP. Mariah é formada em Arquitetura e Urbanismo pelo Mackenzie-SP.

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