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ROY LICHTENSTEIN em Paris

Publicado em: 7/08/2013

Por Rita Vanhooydonck

Uma retrospectiva completa da obra de Roy Lichtenstein (1923-1997) convida o visitante a ter um novo olhar sobre essa figura emblemática do pop art americano. Assim como Andy Warhol, Lichtenstein mudou os parâmetros da arte e ampliou suas possibilidades. Foi muito além do movimento pop, para se tornar um dos primeiros artistas pós-modernos. A Residenciais conferiu a mostra, e fornece algumas pinceladas sobre o artista e suas obras.

© Estate of Roy Lichtenstein New York / ADAGP, Paris, 2013

M-Maybe [P-Peut-être], 1965 © Estate of Roy Lichtenstein New York / ADAGP, Paris, 2013

Clichês
O estilo de Lichtehstein é inconfundível. Buscando inspiração nos HQs (Comics) americanos, o artista copiava pedaços de quadrinhos populares da época (como Mickey e Donald, por exemplo) e o ampliava a mão, a fim de obter um resultado impactante, colorido e, ao mesmo tempo, “industrial”. Sua obra era baseada nos objetos industriais cotidianos, anúncios publicitários e produtos da cultura popular. Ao nos depararmos com alguns de seus quadros, temos a impressão de olhar para uma revista ampliada inúmeras vezes e, ao mesmo tempo, percebemos o intuito do artista de questionar a arte e a sociedade de consumo americana. O que impressiona é saber que tudo é feito a mão, apesar de ter cara de impresso!

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Whaam!, 1963 © Estate of Roy Lichtenstein New York / ADAGP, Paris, 2013

Releitura da historia da arte
Na década de 70, Roy Lichtenstein reinterpretou grandes obras de artistas do século 20 como Picasso, Matisse, Mondrian e Monet. Reproduziu quadros conhecidos de grandes períodos da história da arte, mas os fez a sua própria maneira, com o uso de formas e cores bem simplificadas e imagens condensadas, reduzindo esses períodos em clichês simples e icônicos. Os resultados são pinturas célebres, com ares industrializados e facilmente copiáveis.

Quadro e tela como tema de pintura

Blonde

Blonde [Blonde], 1965 © Estate of Roy Lichtenstein New York / ADAGP, Paris, 2013

Essa exposição é interessante porque vai além das obras célebres de Lichtenstein, e mostra outros temas do artista. Além do questionamento da arte comercial e de clichês da cultura popular, Roy Lichtenstein realizou também obras inspiradas no próprio gesto de pintar ou desenhar. O resultado é uma variedade de quadros com pinceladas, telas e outros temas ligados à pintura, porém mostrados de forma ”industrial”. Vemos ainda obras que reproduzem desenhos de objetos do cotidiano como, por exemplo, uma escultura do que seria o desenho impresso de uma xícara de café. O resultado é maravilhoso e inspirador. A exposição: Imperdível!

Lamp II
 
 
 
 
 
 
 
 
Centro Pompidou – Praça Georges-Pompidou, Paris 75004, França.
Tarifa: 10 à 13 euros
http://www.centrepompidou.fr/
 
 
 
 
 
 
 

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