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Fique atento!

Publicado em: 6/06/2013

Por Marcelo Quinzani

É preciso lembrar que, durante o período de outono e inverno, a maioria dos animais domésticos não sofre grandes transformações físicas. Somente algumas raças como o Husky Siberiano, o Bernese e o São Bernardo possuem características físicas que os tornam mais resistentes ao frio. Essas raças têm uma camada de gordura maior sob a pele, além de subpêlo mais denso, e podem não sentir tanto as madrugadas mais frias.

O nosso inverno não é marcado por baixas temperaturas e sim por um tempo seco, com madrugadas frias e dias mais quentes. Essa alternância de temperatura passa a ser um grande problema, principalmente para filhotes e animais mais velhos. Isso requer alguns cuidados e intervenções.

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1º: Ofereça abrigo
Abrigar os animais em locais protegidos da variação do tempo como vento, chuva, sereno e outros, é o primeiro item da lista de cuidados que devem ser tomados durante os próximos meses. A recomendação vale para pets de todas as faixas etárias. Se o animal dorme em uma área externa da casa, é preciso que tenha sua casa ou canil. Alguns cães, mesmo com abrigo, preferem dormir ao relento. Se este for o caso, é preciso prender o animal, principalmente em dias chuvosos.

2º: Filhote protegido
Os recém-nascidos, e com até os dois meses de idade, ainda não têm uma capacidade eficiente de manter a temperatura corpórea e perdem calor facilmente. Por isso, dependem de abrigo e de energia fornecida pela alimentação, que deve ser oferecida até quatro vezes ao dia. No frio, a necessidade de energia aumenta, e os animais que não recebem condições adequadas de alimentação e aquecimento podem acabar morrendo. Atitudes como manter a ninhada em local protegido, confinar em ambientes pequenos e aquecidos, forrar com panos embaixo e dentro da casinha ou da caminha, onde os pequeninos dormem, é uma atitude simples que mantém o aquecimento.

3º: Cuidados especiais na terceira idade
Os cães com idade avançada ou que sofrem com problemas osteoarticulares – artrose, calcificações na coluna e hérnia de disco – tendem a sentir mais dor nos dias frios. Assim como os animais de pelagem curta, eles devem ser agasalhados. É importante mantê-los aquecidos, e as roupas podem ser grandes aliadas. Se o animal apresentar sintomas aparentes de dor, dificuldade de locomoção ou de se levantar pela manhã, agressividade e sensibilidade ao toque, o ideal é procurar um especialista para checar as possibilidades de medicação analgésica.

4º: Menos banhos e mais pêlos
A rotina de banhos e tosas também merece algumas modificações quando os termômetros estão nivelados por baixo. Aumentar o intervalo entre um banho e outro, fazer a limpeza em dias mais quentes, secar os animais com secadores e deixá-los com a pelagem maior são atitudes que garantem o bem-estar dos bichos. Também é importante ter cuidados com os choques de temperaturas. Seja no banho, em casa, ou no pet shop, mantenha o animal em um lugar protegido durante pelo menos 20 minutos depois da seção de secador. Isso evita que o organismo do animal fique vulnerável a doenças respiratórias.

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