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Cães e gatos são amigos ou inimigos?

Publicado em: 5/04/2013

Por Marcelo Quinzani

A condição que vai determinar se duas espécies diferentes podem dividir o mesmo espaço físico, e a mesma casa, é a posição de cada uma delas na cadeia alimentar. A relação amistosa depende dos instintos básicos de sobrevivência. Animais que pertencem ao mesmo patamar da cadeia alimentar podem conviver pacificamente, e sem problemas. Já o mesmo não acontece entre espécies de patamares diferentes como, por exemplo, gatos e pássaros, gatos e peixes, gatos e hamsters (roedores), cães e coelhos. Ainda assim, não é raro vermos essas espécies convivendo harmoniosamente e em cumplicidade.

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Principalmente para quem mora em casa, é comum ter cães e gatos dividindo o mesmo ambiente e, portanto, ocuparem o mesmo espaço na cadeia alimentar. Se forem criados juntos, desde filhotes, não haverá problema algum. O mesmo não ocorre quando os bichos possuem idades diferentes, principalmente se for um gato mais velho e um filhote de cão. O gato, por ser um animal de hábitos solitários, dificilmente aceitaria esse filhote. O cão, por ser um animal que vive em grupo (matilha), mesmo quando mais velho, poderia conviver facilmente com um filhote de gato. Agora, se ambos forem filhotes, a aceitação é imediata.

Independente da raça ou espécie, as fêmeas mais velhas podem aceitar os mais jovens como filhos, principalmente se não forem castradas quando o instinto materno aflora.

No caso de espécies com idades diferentes, podemos fazer com que a aceitação seja facilitada e que tenham uma convivência pacífica, se respeitarmos as particularidades de cada bicho, e os mantivermos separados por uns dias.

Sentidos apurados
Cães e gatos têm o sentido da audição e olfato muito desenvolvidos. Ambos sabem da presença um do outro, mesmo quando estão separados em ambientes distintos. Nesse caso, a aproximação visual deve ser gradativa, apresentando um ao outro ainda no colo do dono, e sempre respeitando o ambiente do animal mais velho, pois eles têm senso de domínio de território, fator que deve ser respeitado sempre. O animal mais novo deve ter um comportamento de respeito pelo território alheio e, por isso, a apresentação e liberação dos ambientes deve ser gradativa. Mas com o tempo eles vão se acostumando, e o que vemos com maior frequência é uma convivência pacífica e muitas vezes de cumplicidade.

Na verdade, não existem regras fixas para uma convivência pacífica, e nem sobre quais espécies podem conviver juntas. Mas o bom senso deve prevalecer sempre nessa escolha. Muitas vezes, podemos ter surpresas boas entre espécies diferentes, e experiências ruins em animais da mesma espécie. Por isso, devemos levar em consideração também a índole do animal, a raça escolhida, e características da personalidade deles.

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