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Você sabe o tipo sanguíneo do seu gato?

Publicado em: 12/03/2013

Por Marcelo Quinzani   Foto Marcela Silva

Assim como o homem, gatos também têm tipos sanguíneos diferentes. No Brasil, como em muitos países, a grande maioria da população felina tem sangue tipo A. Mas, dependendo da raça (pura), ou das raças que o originaram, existe uma variação que pode ser do tipo B ou AB. No caso, a porcentagem de gatos que é do tipo A ou B, está diretamente relacionada à raça.
Antes de qualquer procedimento, é importante descobrir o tipo sanguíneo do gato que vai receber a transfusão. Conhecer essa variedade é importante, principalmente para evitar que o felino receba sangue incompatível (animal doador com um tipo sanguíneo diferente do animal receptor), podendo desenvolver reações graves ou, até mesmo, chegar à morte.
Para evitar acidentes desse tipo, basta um simples teste com uma pequena amostra de sangue. Se for um gato da raça Siamês, por exemplo, a chance de ele ser Tipo A é de 100%. Normalmente, os principais bancos de sangue têm os dois tipos: A e B. Gatos Tipo AB possuem anticorpos naturais, e podem seguramente receber sangue de qualquer tipo. Já os gatos com sangue A ou B são receptores universais.
Lembrando que a tipagem sanguínea (para os grupos sanguíneos mais comuns) é oferecida por alguns veterinários especializados em diagnósticos, mas a compatibilidade, ou incompatibilidade, é determinada somente em laboratório, com o uso de procedimentos especializados.
Localização
A frequência de grupos sanguíneos felinos varia de acordo com a raça e localização. A incidência do tipo A é maior nos EUA (94 a 99%) que no Reino Unido (87%) e Austrália (73%). Já os gatos AB são bastante incomuns: somente 5% no Reino Unido, e menos de 1% nos EUA e Austrália. Nos Estados Unidos, por exemplo, gatos do tipo B são mais comuns no West Coast, e estão presentes em até 94% de todas as raças domésticas de pêlo curto e longo.

Abaixo, veja um quadro com as principais raças felinas dos
Estados Unidos (também muito comuns no Brasil), de acordo
com pesquisa realizada pela Universidade da Pensilvânia:

Marcelo Quinzani é diretor clínico do Hospital Veterinário Pet Care em São Paulo. Fez residência em clínica e cirurgia de pequenos animais na USP e especialização em administração Hospitalar na FGV

 

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