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Casais sócios: como é possível ter sucesso profissional e conjugal

Publicado em: 14/07/2012

Por Priscila Dadona em São Paulo

Com a economia aquecida cada vez mais casais unem forças e levam a boa convivência conjugal para o mundo corporativo. Estas pessoas deixam os conflitos amorosos de lado e se dividem entre os diversos papéis como gestor, sócio e cônjuge. Embora a receita para o sucesso seja individual, com algumas dicas é possível estender o sucesso no casamento para os negócios.

Tolerar, ter paciência, separar as finanças e definir bem os papéis que cada um exerce dentro da empresa são algumas recomendações de quem conseguiu sucesso na empreitada. Foi assim com a empresária Carla Sarni que, ao lado do marido Cleber, montou a Sorridents, hoje considerado um império odontológico, com 132 unidades em 15 estados brasileiros.

Mas nem tudo foi sempre assim. “Quando começamos a trabalhar juntos não conseguia separar a vida profissional. Como a empresa era tocada por três, eu, meu marido e um sócio, todos faziam de tudo e um acabava interferindo na decisão do outro, o que gerava conflitos”, conta. Mas com a ajuda de um coaching, a empresa se profissionalizou e hoje, Carla, presidente, e Cleber, o vice-presidente, têm funções definidas e só falam de trabalho em casa quando o assunto é extremamente urgente. “Aprendemos a não misturar as coisas. E quando alguém tenta sair da regra um lembra o outro.”

Ter regras, aliás, é um passo muito importante na visão do consultor Luiz Carlos Binato, diretor executivo da Instiad, especializada em aconselhamento profissional (coaching). “Existem pessoas que adotam códigos, criam seu modelo, mas isso depende muito da cultura do casal.” Para Binato, ter claro o que cada um vai fazer evita conflitos dentro e fora da empresa. “Ter a clareza dos papéis é muito importante.”

Para Tania Gomes e seu marido Tiago, isso foi bem fácil na administração da agência de marketing UnderDogs, pelo casal. Ela tem um cargo de planejamento e ele, mais técnico. “Dentro do negócio, as coisas se complicam se um sobrepor ao outro. Quando cada um fica na sua área, dá um conforto para a relação”, pontua.

No caso de Rodrigo Geammal, diretor executivo da Elos Cross Marketing, a entrada da esposa Fabiana no quadro de pessoal quase representou o fim do casamento. “No início, foi difícil dividir tarefas; não havia regra nem limite. Hoje ela cuida da parte administrativa, produção e eu da parte de fora do negócio. Este formato fez com que a parceria desse certo.”

Para o empresário, respeitar a decisão do outro também é algo a ser seguido. “O Cleber, meu marido toca uma área de operações e a cobrança para ele é igual aos demais, cumprimento de metas, orçamento etc.”, completa Carla.

Além disso, Binato recomenda que as contas da pessoa jurídica e da física sejam totalmente separadas. “É imprescindível ter conta bancária para a empresa e outra para pessoa física. Faço retiradas mensais, usando recursos, mas não dá para confundir o dinheiro de um e de outro”, ensina.

A empresária Carla, da Sorridents, diz que separar as contas é totalmente possível e reconhece que manter um negócio com o marido é algo arriscado. “Quando você coloca todas as fichas no mesmo negócio é um risco, pois se for bem sucedido, ótimo, mas caso fracasse não tem ninguém para segurar as pontas”, ensina.

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