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Para começar a vida a dois, regra do altar é o planejamento financeiro

Publicado em: 14/06/2012

Por Vanessa Correia, em São Paulo

Uma festa de casamento que custa o equivalente a 23 carros Audi modelo A1, como foi o caso do matrimônio relâmpago entre o jogador Ronaldo e a apresentadora Daniela Cicarelli, está longe de ser a realidade média de quem quer começar a vida a dois. Na prática, para o casamento não virar bancarrota, planejamento financeiro é a regra do altar.

Camila Nunes casou-se em abril do ano passado na Igreja Nossa Senhora do Brasil, em São Paulo, e ofereceu uma festa para 700 convidados. Mesmo com um casamento grandioso, ela e o marido se organizaram financeiramente para o grande dia.

“Desde o começo, sabíamos que a festa não seria barata. Então, decidimos fazer uma ampla pesquisa de fornecedores e contratar alguns itens com bastante antecedência. Isso nos ajudou a reduzir os gastos”, diz a publicitária, que hoje é diretora da Casar, evento anual que reúne fornecedores do segmento.

Organizar o evento com antecedência é uma das recomendações da assessora matrimonial Elisa Bueno, sócia da Boutique de 3 Assessoria em Eventos. “Começar a organizar o casamento com 10 meses de antecedência ou mais é o ideal. Nesse prazo, é possível procurar os fornecedores que ofereçam produtos e serviços que caibam no bolso”, sugere a especialista.

A publicitária, por exemplo, iniciou os preparativos com um ano e meio de antecedência. “Meu marido me pediu em casamento já tendo reservado a data na igreja. Conseguimos organizar tudo sem desespero.” Mas para o sonho não virar pesadelo, é preciso ter alguns cuidados. “Guardar recursos antes da definição da data, aproximadamente 20% do salário, é o recomendado. Dessa forma, você terá recursos para negociar o pagamento de alguns itens à vista”, pondera Bruna Bittencourt, responsável pelos sites matrimoniais Casaremos, Queroo e Case Certo. O gasto médio por convidado em uma festa de gabarito varia de R$ 1,2 mil a R$ 1,5 mil, segundo a sócia da Boutique de 3.

Vera Simão, presidente da Associação dos Profissionais, Serviços para Casamento e Eventos Sociais (Abrafesta), também destaca a importância dos casais não começarem uma vida a dois endividados. “É importante sim, casar e realizar o sonho do casamento, mas é mais importante que o casal separe uma quantia para destinar à celebração, para conseguir fazer tudo como manda o figurino e como pede o sonho.”

Outra dica dada por Camila é escolher itens considerados essenciais, pagar o cobrado pelo fornecedor e economizar nos demais artigos. “Priorizamos a produtora de vídeo e o DJ. Para tentar amenizar os gastos com ambos, optamos por alguns fornecedores menos renomados no mercado”, conta.

Também é possível substituir itens não considerados no orçamento inicial. “Claro que há mudanças no decorrer da preparação do casamento. Nossa função é abrir os olhos da noiva ou oferecer alternativas de substituição”, diz Elisa. Só no ano passado, o mercado de casamento movimentou R$ 12 bilhões e a expectativa para este ano é que este montante atinja R$ 14,8 bilhões, segundo a Abrafesta.

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