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As Leis da Alimentação

Publicado em: 11/12/2011

Por Paula Torres

O verão chegou e se você ainda pensa em perder alguns quilos, seguindo algum regime, preste muita atenção: a boa dieta é aquela que contém os princípios fundamentais das Leis da Alimentação. Essas especificações sinalizam a quantidade exata de calorias e nutrientes que o corpo tem de receber para obter um retorno positivo em busca do resultado esperado.

A construção de um cardápio ideal, com alimentos coloridos distribuídos pela pirâmide alimentar, auxilia na busca por uma vida saudável, mantendo o peso equilibrado e reduzindo a chance de doenças. Quanto mais variado e colorido for o prato, melhor, pois cada cor contém um componente bioativo diferente.

Para o nutricionista Matheus Villela, a melhor forma de um plano alimentar dar resultado é a escolha certa dos alimentos. Cada organismo é único no mundo, ou seja, cada ser humano possui uma identidade fisiológica diferente, e só conhecendo suas particularidades é possível prescrever uma dieta com foco no paciente.

Não é possível uma mesma dieta atender a todas as pessoas, exatamente porque somos todos completamente diferentes, com necessidades diferentes. “O peso, a idade, o sexo o metabolismo basal (quanto gastamos de energia sem nos mexermos durante o dia), o histórico de dietas anteriores, o histórico de doenças pessoais ou familiares, o nível de atividade física, dentre outros vários fatores influem no tipo de dieta que devemos seguir”, completa a nutricionista Verônica Luz.

Neste amplo aspecto da alimentação saudável, há ainda o espaço para o estímulo à atividade física regular orientada por um educador físico. Dentro da alimentação saudável nada é proibido, tudo deve estar inserido conforme as Leis da Alimentação que são: Lei da Quantidade, Lei da Qualidade, Lei da Harmonia e Lei da Adequação.

 

A Lei da Quantidade

A quantidade de alimentos tem de ser suficiente para suprir as necessidades e as exigências energéticas, além de manter o balanço do organismo. Essas calorias ingeridas devem ser suficientes para cumprir as necessidades de cada indivíduo e manter a temperatura constante do corpo.

Uma pessoa que pratica atividades físicas deve ter uma ingestão maior no número de calorias. “Uma pessoa que possui muita massa magra pode ingerir mais calorias que uma pessoa com pouca musculatura, porque o músculo também ajuda no consumo de energia pelo nosso corpo”, explica Verônica Luz.

A Lei da Qualidade

O bom regime alimentar inclui todos os nutrientes necessários para serem ingeridos diariamente. Passar vontade de comer algo ou ficar horas sem ingerir qualquer tipo de alimento são atitudes agressoras ao organismo que podem levar a doenças. Pessoas que fazem dietas restritivas, com poucas calorias, tendem a nunca mais conseguirem comer mais calorias porque engordam, já que o organismo foi educado com o pouco e qualquer aumento é entendido como um excesso.

A perda de peso inicialmente sempre acontece, chegando ao objetivo esperado. Depois, quando a pessoa volta à sua alimentação normal ou emenda outra dieta, a tendência é voltar a engordar, ou não conseguir mais perder peso.

A Lei da Adequação

A alimentação tem de se relacionar com os hábitos individuais e a situação sócioeconômica de cada pessoa, adequando-se aos movimentos biológicos, sendo harmoniosa em seus componentes e ajustada às necessidades de cada organismo.

O nutricionista Matheus Vilela explica que cada organismo é único no mundo. “Cada ser humano possui uma identidade fisiológica diferente. É necessário conhecermos as particulares fisiológicas de cada indivíduo, além da cultura, hábitos e tradições para se prescrever uma dieta que possa gerar um resultado positivo”.

A Lei da Harmonia

Quanto mais colorido o prato, maior a diversidade de nutrientes. O organismo possui maior aproveitamento quando os nutrientes possuem proporções balanceadas, pois as substâncias atuam em conjunto. A relação cálcio/fósforo no organismo deve ser diferente para cada perfil de pessoa: 0,65 para adultos e 1, para as crianças e gestantes. Cada organismo deve ter uma quantidade diferente exigida de substâncias para suprir as deficiências.

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