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Otimismo pode incentivar a longevidade

Publicado em: 11/03/2017

Pesquisadores apresentam indícios que otimistas têm menos riscos de morte e de problemas de saúde

 

Businessman thinking about white cloud thought bubble.

 

O co-autor Eric Kim do Department of Social and Behavioral de Harvard T.H. School of Public Health, em Boston, e colegas dizem que suas descobertas sugerem que as pessoas devem ver o otimismo como forma de melhorar a saúde. As informações foram publicadas recentemente no American Journal of Epidemiology.

O otimismo é definido como uma atitude mental caracterizada pelo pensamento positivo, a partir do qual a pessoa se torna esperançosa e confiante de que coisas boas vão acontecer.

Vários estudos sugerem que as pessoas que são otimistas tendem a ter melhor saúde mental e física em comparação àqueles que são pessimistas – isso é, têm uma visão negativa da vida, sempre esperando o pior.

Pesquisas realizadas pela University of Illinois no ano passado, por exemplo, descobriram que os otimistas eram duas vezes mais propensos a ter uma saúde cardíaca melhor que os mais pessimistas.

Para o novo estudo, Kim e seus parceiros começaram a investigar se ter uma perspectiva positiva sobre a vida pode influenciar no risco de morte por várias condições médicas.

Otimismo reduz a mortalidade em quase 30%

Para alcançar seus resultados, os pesquisadores analisaram dados de 2004 a 2012 de cerca de 70.000 mulheres que faziam parte do Nurses ‘Health Study. um projeto em andamento que avalia a saúde das mulheres através de pesquisas realizadas a cada dois anos.

A equipe de Kim analisou o otimismo autoavaliativo de cada participante, bem como outros fatores que podem contribuir para o risco de mortalidade, como pressão alta, hábitos alimentares e prática de exercícios.

Comparado com as mulheres no quartil mais baixo de otimismo, aquelas mais positivas mostraram quase 30% menos probabilidade de morrer.

Em relação às doenças individuais, os pesquisadores descobriram que as mulheres que eram mais otimistas tinham 16% menos chances de morrer de câncer, 38% menos de morrerem de doença cardíaca e 39% menos probabilidade de morrer de acidente vascular cerebral, em comparação com as mulheres que foram mais pessimistas.

Além disso, as mulheres no quartil superior de otimismo demonstraram 38% menos riscos de morte por doença respiratória e 52% menos probabilidade de morrer de infecção.

Os pesquisadores observam que estudos anteriores ligaram o otimismo ao risco reduzido de morte cardiovascular, mas o deles é o primeiro a associar a atitude mental com a redução da mortalidade por outras doenças importantes.

“Devemos nos esforçar para aumentar o otimismo”

Ao considerar os comportamentos saudáveis entre os participantes, a equipe descobriu que eles explicam apenas parcialmente a associação entre otimismo e mortalidade reduzida. Com isso em mente, Kim sugere que é possível que o otimismo possa ter uma influência direta em nossos sistemas biológicos.

Com base nos seus resultados, os autores dizem que pode valer a pena se concentrar em maneiras de aumentar o otimismo como um meio para uma boa saúde.

“Embora a maioria dos esforços médicos e de saúde pública hoje se concentre em reduzir os fatores de risco para doenças, as evidências mostram que reforçar a resiliência psicológica também pode fazer a diferença.

Nossas novas descobertas sugerem que devemos fazer esforços para impulsionar o otimismo, que tem se mostrado colaborador no que diz respeito a comportamentos e maneiras mais saudáveis de lidar com os desafios da vida”.

Medical News Today- Reino Unido

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