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OS ARTESÃOS DE CHAMPAGNE

Publicado em: 9/12/2016

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Por Arthur Azevedo

Com a aproximação do final do ano os vinhos de Champagne ganham especial relevância. Conheça alguns ícones da região, verdadeiros vinhos de exceção, para se colocar no currículo…

“Abrir um grande champanhe torna qualquer momento especial”.  A frase é de Rémi Krug, o genial produtor de Champagne, responsável por um dos melhores champanhes do mundo, o reverenciado Krug. E ele está coberto de razão.

Não existe bebida mais associada ao prazer e às comemorações que o champanhe, que é nada mais do que o vinho espumante produzido há muitos séculos na fria região de Champagne, no norte da França, que tem em seu solo áreas de puro calcário, originado de microfósseis marinhos e fósseis de moluscos da Era Secundária da geologia terrestre. Esse é o mágico Terroir de Champagne.

Não há quem não se encante com a delicada dança das bolhinhas que se desprendem do fundo da taça, liberando aromas encantadores de frutas secas, brioches frescos e elegante tostado. Pleno de sabores, um grande champanhe tem espuma consistente na boca, equilíbrio perfeito, interminável persistência e intenso retro-olfato.

O melhor de tudo é que ninguém precisa ser um especialista em vinhos para desfrutar toda a plenitude dessa inigualável bebida. Produzido a partir de três uvas, uma branca, Chardonnay e duas tintas, Pinot Noir e Pinot Meunier, vinificadas de acordo com estritas regras. O champanhe é fruto de duas fermentações, sendo a segunda delas na garrafa, na intimidade das úmidas e escuras caves subterrâneas escavadas na fria pedra calcária, espalhadas por toda a região de Champagne, especialmente nas proximidades das cidades de Reims e Epernay.

Dentro da hierarquia de Champagne há uma elite, formada por vinhos exclusivos, que provocam suspiros à simples menção de seu nome.

Estamos nos referindo aos champanhes de pequena produção, originados em vinhedos privilegiados e com processo de produção diferenciado, por verdadeiros artesãos, com longo tempo de contato com as leveduras, o que lhes confere um caráter único.

Aqui se alinham champanhes como Krug (especialmente os raros, e muito caros, Clos Du Mesnil e Clos D’Ambonnay – o primeiro um Blanc de Blancs e o segundo um Blanc de Noirs), Jacques Selosse (Substance, Exquise e Contraste são nomes alguns de seus cuvées especiais), Pierre Moncuit, Jacquesson, Egly-Ouriet, Salon S, Dom Ruinart, Moët & Chandon Dom Pérignon, Veuve Clicquot La Grande Dame, Bollinger RD, Deutz Cuvée William Deutz, Louis Roederer Cristal, Drappier La Grande Sendrée, Gosset Celebris, Pol Roger Cuvée Sir Winston Churchill, Perle d’Ayala, além do especialíssimo Perrier-Jouët Belle Epoque Blanc des Blancs 2002, elaborado somente com as melhores uvas Chardonnay obtidas do Grand Cru Cremant.

Essas joias são avidamente procuradas por aqueles que não se contentam com pouco e querem conhecer o caráter do verdadeiro vinho de Champagne. Algumas inclusive são só obtidas em disputados leilões, tal sua raridade

Verdadeiras obras de arte, refletem com rara felicidade o nobre terroir de Champagne e são companhia mais que perfeita para os melhores momentos da vida.

Melhor ainda se o champanhe for o fruto do trabalho de um artesão de uvas e de vinhos, que consegue extrair da terra e da técnica um vinho diferenciado e de altíssima qualidade, exclusivo e integrante da elite de Champagne.

A busca por preciosidades desse quilate será recompensada com aromas e sabores inesquecíveis, que fazem cada momento da vida parecer único e muito especial.

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